Gilmar homenageia Fachin no STF e faz críticas indiretas a André Mendonça por 'vazamentos seletivos'

Decano da Corte defendeu atuação judicial sem vazamentos e afirmou que processos da Lava Jato foram conduzidos pela Corte sem 'espetáculo' ou interesses políticos

30 set 2026 - 17h59
(atualizado às 18h31)
Resumo
O ministro Gilmar Mendes homenageou Edson Fachin por seu primeiro ano na presidência do STF, elogiando seu equilíbrio e sobriedade em meio à crise na Corte. Na ocasião, o decano fez críticas indiretas ao colega André Mendonça, acusando-o de vazamentos seletivos no caso do Banco Master com fins político-eleitorais. Mendes lembrou da conduta reservada mantida durante a Lava Jato e ressaltou que juízes não devem ser instrumentos de causas políticas, reafirmando seu total apoio a Fachin.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, aproveitou o início da sessão da Corte desta quarta-feira, 30, para homenagear Edson Fachin por seu primeiro ano como presidente do Tribunal, em meio a crise na Corte. Em sua manifestação, fez críticas indiretas ao colega André Mendonça, a quem acusou de promover "vazamentos seletivos" das investigações do Banco Master com o objetivo de favorecer determinados políticos.

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Segundo o decano, durante a tramitação da Lava Jato no STF, "não houve notícias de vazamentos seletivos em nossos gabinetes - apesar da sensibilidade dos documentos que estavam sob nossa responsabilidade - tampouco qualquer ato que pudesse indicar uso político-eleitoral das investigações", disse.

Gilmar lembrou ainda que tinha divergências com Fachin no âmbito da Lava Jato, mas ressaltou que os dois eram unidos pela "convicção de que o juiz não é parte, nem instrumento de causa alguma". O decano elogiou o "equilíbrio" do colega, a quem atribuiu um "tom sóbrio" diante de um "ambiente de temperatura elevada", destacou.

Ele também citou e afirmou que o ministro conduziu o caso atual sem concessões ao espetáculo ou a interesses políticos. "Em um ambiente de temperatura elevada, Vossa Excelência tem mantido o tom sóbrio, a palavra medida e o comprometimento integral com a manutenção da constância, da tranquilidade e do ethos decisórios do Tribunal", disse Gilmar a Fachin.

Gilmar disse ainda ter "convicção" de que o presidente do Supremo "seguirá fortalecendo esta Corte com serenidade, rigor e retidão" e que "encontrará em seus pares o apoio necessário para essa tarefa".

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Ao final do discurso, o decano se levantou de sua cadeira no plenário e abraçou o presidente da Corte.

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