Flávio comemora entrevista de lobista e deputada do PL quer proteção para testemunha

Lobista disse que quer fazer delação premiada e que não poupará nem Lula e nem Lulinha

17 out 2026 - 22h48
(atualizado às 23h00)
Resumo
Flávio Bolsonaro e parlamentares do PL comemoraram a entrevista da lobista Roberta Luchsinger à CNN, na qual ela ataca o presidente Lula e seu filho Lulinha, afirmando desejar um acordo de delação premiada. Diante de supostas ameaças, a oposição solicitou proteção policial à depoente. Em resposta, aliados governistas orientaram a militância a ignorar o caso nas redes, enquanto o Palácio do Planalto divulgou nota negando qualquer interlocução ou relação com a lobista investigada pela PF.

BRASÍLIA - Flávio Bolsonaro (PL), candidato que disputa o segundo turno da Presidência da República contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comemorou a entrevista dada pela lobista Roberta Luchsinger à CNN Brasil, em que ela disse que Lula "continua mentindo", o chamou de "mau-caráter" e ainda faz ataques a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.

"Bomba na família Lula. 'Mentiroso e mau-caráter'. Fala tudo, Roberta", escreveu Flávio.

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O líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), disse que protocolou ofícios à Polícia Federal, ao Ministério da Justiça e à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a proteção de Luchsinger e também disse que irá pedir a convocação do ministro da Justiça, Wellington César, à Comissão de Segurança Pública para prestar esclarecimentos.

Em outra frente, a deputada Coronel Fernanda (PL-MT), que é procuradora da mulher na Câmara, disse que pedirá proteção a Luchsinger.

Luchsinger deu entrevista para a CNN Brasil neste sábado, 17.
Luchsinger deu entrevista para a CNN Brasil neste sábado, 17.
Foto: Reprodução/CNN / Estadão

"Como Procuradora da Mulher na Câmara, solicito sua inclusão imediata no Programa de Proteção a Testemunhas, diante da gravidade das denúncias e dos riscos à segurança dela e de suas filhas", afirmou.

Chamada de pilantra por Lula em entrevistas, a lobista revidou e disse que o presidente é mau-caráter, mentiroso, senil e machista. Ela também relatou receber ameaças de morte e temer pela segurança das filhas.

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Nessa entrevista, ela disse que quer fazer um acordo de delação premiada e disse que não irá poupar nem Lula e nem Lulinha. A lobista e o filho do presidente são investigados pela Polícia Federal por tráfico de influência.

O PL, partido de Flávio, também celebrou as declarações de Luchsinger. "O Brasil precisa saber o que está acontecendo. Mentiroso e mau-caráter. Lula pai da mentira. Fala tudo, Roberta, Lula corrupto e mentiroso. Acabou pro Lula, delata Roberta", escreveu o partido em publicação no X.

Do outro lado, petistas optaram por não reagir em peso nas redes sociais. O deputado André Janones (Rede-MG), que comanda o "Exército do Lula", canal do WhatsApp com 5 milhões de pessoas focado em angariar votos para a reeleição de Lula, conclamou apoiadores a ignorar tudo relacionado à entrevista.

"Se a campanha tiver que responder alguma coisa, vai responder na televisão, no jornal, onde a lógica do algoritmo não funciona", disse Janones." Você não vai engajar em nada negativo ao presidente."

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O ministro da secretaria da Presidência, Guilherme Boulos, comentou fazendo contrastes entre Lula e Jair Bolsonaro (PL). "Quando o filho de Lula foi citado numa investigação, o presidente chegou e disse: 'investiga'. Quando Flávio estava sendo investigado, Bolsonaro disse numa reunião de ministros que ia trocar o diretor da Polícia Federal, e, se preciso, trocar até o ministro para poder proteger o filho dele", disse.

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República divulgou nota dizendo que o presidente não manteve contatos com a lobista e desconhece os relatos que ela faz e estranha ela ter dado entrevista perto do segundo turno das eleições.

"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desconhece inteiramente os fatos relatados pela senhora Roberta Luchsinger. Como já esclareceu em outras ocasiões, jamais manteve qualquer interlocução com ela, nunca recebeu suas demandas e tampouco tem conhecimendo de supostas tratativas como as mencionadas. Importante ressaltar que não existe nenhum contrato do governo federal com a Roberta", diz o comunicado.

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