Flávio Bolsonaro promete pragmatismo externo e pede a aliados busca por eleitor que se absteve

8 out 2026 - 12h22
Resumo
Em reunião com governadores aliados em Brasília, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) prometeu adotar uma política externa pragmática caso eleito, sem alinhamentos automáticos, visando romper o isolamento do país. O presidenciável também trabalha para afastar a ideia de indicar o irmão Eduardo ao Itamaraty, tendo a senadora Tereza Cristina como cotada. Além disso, Flávio cobrou empenho de sua base para atrair eleitores indecisos e reverter as abstenções do primeiro turno na reta final da disputa.

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reiterou nesta quinta-feira, 8, que, se eleito, terá uma gestão com pragmatismo nas relações exteriores.

"Olha o isolamento do Brasil perante o mundo. Brasil se aproximou do que há de pior no mundo, virou costas para grandes democracias desenvolvidas. ... Não vou escolher lado. Meu lado será do Brasil, independente de ser Brasil, China, Israel, Oriente Médio, Argentina, Índia, não importa", disse em reunião com governadores eleitos pelo PL e por partidos aliados, em Brasília.

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A declaração veio em um momento em que se especula quem Flávio indicaria para o Itamaraty em seu eventual governo. O "Zero Um" tem trabalhado para afastar a ideia de que escolheria o irmão e ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL). Uma das cotadas é a senadora Tereza Cristina (PP-MS) ou alguém indicada por ela.

Abstenções e indecisos

Durante a reunião, Flávio pediu aos aliados que busquem converter quem se absteve no primeiro turno ou que componha a parcela indecisa.

"Não tem eleição ganha. Todo mundo arruma um votinho para gente. Cada voto que você conseguir de quem não foi votar ou está na dúvida, ou até que votou do lado de lá", falou.

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