Em busca do eleitorado religioso, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, deve reforçar as conversas com líderes religiosos, tanto evangélicos quanto católicos. Segundo aliados do senador ouvidos pelo Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a ideia é que Flávio procure individualmente pastores e padres a fim de explicar suas pretensões, caso seja eleito presidente.
O senador também planeja fazer um evento com as principais lideranças evangélicas do País em breve, ainda sem data definida.
Nesta sexta-feira, 27, por exemplo, Flávio visitará o pastor José Wellington, presidente da Assembleia de Deus - Ministério Belém, uma das igrejas evangélicas mais influentes do País. José Wellington preside a Convenção Fraternal e Interestadual das Assembleias de Deus do Ministério do Belém no Estado de São Paulo, que afirma contar com 8,3 mil templos associados e dois milhões de membros. Ele também é presidente de honra da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, que seu filho preside.
A denominação Assembleia de Deus no Brasil é descentralizada, então os "pastores presidentes" variam conforme a convenção. Outras "alas" são, por exemplo, a Assembleia de Deus - Vitória em Cristo, comandada pelo pastor Silas Malafaia, e a Assembleia de Deus - Madureira.
O senador, que se declara evangélico, mira atrair o eleitorado religioso, tal como fez o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para isso, Flávio viajou a Israel e investe na publicação de orações e versículos bíblicos em suas redes sociais.