Rumo ao segundo turno contra Lula, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) negou clima de "já ganhou" e convocou aliados a manterem a mobilização nas ruas. A fala ocorreu após visitar seu pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar e estava impedido de receber o filho há 90 dias por ordem do STF. Flávio relatou que o ex-presidente está bem e otimista com a nova composição do Congresso, respeitando a proibição judicial de divulgar mensagens político-eleitorais do pai.
BRASÍLIA - A menos de duas semanas do 2° turno, o candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, negou nesta terça-feira, 13, que sua campanha esteja de "salto alto" ou em clima de "á ganhou" e voltou a pedir que seus apoiadores mantenham sua mobilização para tentar derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Apesar de as pesquisas estarem favoráveis, e ao contrário de alguns veículos de comunicação falarem que a gente está de salto alto, em 'clima de já ganhou', é mentira. Não tem clima de 'já ganhou' na nossa campanha, está todo mundo na rua", declarou, após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado.
Como mostrou o Estadão/Broadcast, aliados do candidato já consideram a eleição ganha e já chamam Flávio de "presidente".
Flávio pediu que parlamentares do PL usem suas redes sociais e atos de rua para sua campanha e disse que até o 2° turno deve viajar a Estados do Sudeste, do Norte, do Nordeste e do Sul.
Flávio volta a visitar Jair Bolsonaro após 90 dias de proibição
Ele comentou ainda a visita ao pai. "Estou muito feliz com meu pai e poder voltar visitá-lo. Mais uma vez me dá muito mais força, muito mais entusiasmo, ainda mais vontade de estar na rua para defender o nosso País", falou.
Segundo o senador, Jair Bolsonaro "está bem, fazendo aquelas piadinhas sem graça que ele faz sempre", além de ter demonstrado otimismo com a eleição para o Congresso.
"A maioria do povo brasileiro deu um Senado forte para a legislatura a partir de 2027. Deu uma Câmara ainda mais forte também, mais à direita. A expectativa dele é a melhor possível com relação ao futuro do nosso Brasil", disse.
Flávio havia sido proibido de ver seu pai após ter divulgado uma carta de cunho político escrita por Jair. A conduta do senador foi interpretada como uma manobra para burlar a proibição de que o ex-presidente se manifestasse em eventos com caráter político-eleitorais.
A proibição durou 90 dias. Nesta segunda-feira, 12, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou a retomada da visitação, proibindo, no entanto, a divulgação de manifestações de Jair Bolsonaro sobre as eleições e estabelecendo que as visitas não podem se dar "com finalidade político eleitoral".