Flávio Bolsonaro diz que 'Lula tenta fazer estelionato antes da eleição' ao proibir bets no País

Candidato do PL também acusou o presidente de ter priorizado a arrecadação ao regulamentar o setor

25 set 2026 - 18h59
(atualizado às 19h07)
Resumo
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou o presidente Lula de "estelionato eleitoral" após o governo anunciar uma MP para proibir as bets a poucos dias da eleição. Flávio classificou a medida como oportunista, argumentando que a própria gestão petista regulamentou o setor visando apenas arrecadação e alertou que a proibição pode perder a validade após o pleito. Legalizadas sob Temer, as apostas esportivas foram regulamentadas por Lula; Flávio prometeu vetar cassinos online se for eleito.
Flávio afirmou que Lula age de forma 'oportunista' ao apresentar uma solução para um problema que, segundo ele, o próprio governo criou
Flávio afirmou que Lula age de forma 'oportunista' ao apresentar uma solução para um problema que, segundo ele, o próprio governo criou
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) voltou a criticar nesta sexta-feira, 25, a medida provisória (MP) que será editada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para proibir as bets no País. O "Zero Um" acusou Lula de fazer estelionato eleitoral às vésperas da eleição.

"[Trata-se de] mais um estelionato que o governo Lula quer fazer antes da eleição. Faltando só nove dias para a eleição, ele anuncia que vai acabar com as bets. Você sabia que foi o Lula que legalizou as bets?", questionou Flávio em vídeo publicado há pouco em seu perfil no Instagram.

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As apostas de quota fixa — chamadas de apostas esportivas ou bets — foram legalizadas no governo de Michel Temer, mediante uma lei sancionada em dezembro de 2018. O texto previa que a regulamentação da atividade ocorresse em até quatro anos, o que não se cumpriu durante o governo seguinte, de Jair Bolsonaro (PL).

As bets foram então regulamentadas na gestão Lula, que definiu a tributação a empresas e apostadores como parte da agenda liderada pelo então ministro da Fazenda, Fernando Haddad — hoje candidato ao governo de São Paulo — para recompor a arrecadação.

À época, a Fazenda chegou a propor um grupo de trabalho interministerial para atuar na prevenção e no tratamento do vício em apostas e barrar a "influência deletéria" de bets sobre apostadores. A proposta, porém, ficou mais de um ano na gaveta.

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Flávio afirmou que Lula age de forma "oportunista" ao apresentar uma solução para um problema que, segundo ele, o próprio governo criou. "Ele é um oportunista. Isso é o governo do PT. Ferra com a vida das pessoas e agora, na véspera da eleição, vem com politicagem", afirmou.

O candidato do PL também acusou o presidente de ter priorizado a arrecadação ao regulamentar o setor. "O Lula, quando autorizou as bets a funcionar, tomou a decisão de ferrar com a vida das pessoas para arrecadar R$ 20 bilhões", disse.

Flávio também questionou a duração da medida anunciada pelo governo e afirmou que, caso uma eventual MP perca a validade após as eleições, as bets poderiam voltar a operar. "Depois das eleições, se a MP caducar, as bets podem voltar com força total", declarou.

Flávio voltou a prometer, caso seja eleito, a proibição de cassinos online e plataformas como o Tigrinho. "Nos meus quatro anos como presidente do Brasil, não vai ter cassino online, nem Tigrinho", disse.

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