Pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou nesta terça-feira, 2, que apresentará uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por declarações feitas durante um discurso em Goiás.
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Segundo nota divulgada pela assessoria do parlamentar, Lula teria cometido os crimes de ameaça e incitação ao crime ao associar adversários políticos ao episódio histórico envolvendo Tiradentes.
"Flávio Bolsonaro irá denunciar ainda hoje ao Supremo Tribunal Federal crimes praticados por Lula. Em 02.06.26, Lula afirmou que o senador deveria ter o mesmo destino que Tiradentes e ser morto por enforcamento. De acordo com Flávio Bolsonaro, a fala do presidente configura crime de ameaça e de incitação ao crime", diz a nota.
Durante agenda oficial em Catalão (GO), Lula criticou integrantes da família Bolsonaro ao comentar a atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos. Ao mencionar o tema, o presidente declarou:
"São traidores. Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado. O que merecem os traidores da pátria, que vão pedir intervenção de um país no nosso país? Pense..."
A declaração, no entanto, contém uma imprecisão histórica. Quem foi condenado à morte e executado por enforcamento após a Inconfidência Mineira foi Tiradentes, em 1792. Já Joaquim Silvério dos Reis, que denunciou o movimento às autoridades portuguesas, recebeu benefícios da Coroa Portuguesa e não foi executado.
A fala ocorreu no mesmo discurso em que Lula classificou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro como "traidores da pátria" e os responsabilizou por supostamente incentivar medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil.
O Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) propôs uma tarifa geral de 25% sobre produtos brasileiros como forma de compensar os "atos, políticas e práticas incoerentes" do País que "oneram ou restringem o comércio" americano.
Segundo o senador, sua atuação foi no sentido contrário. Nesta terça-feira, 2, ele divulgou um ofício enviado ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pedindo que o país não imponha novas tarifas ao Brasil.