Em ato na Paulista, Lula faz aceno a jovens e promete revolução tecnológica

Presidente cobrou participação dos jovens na vida política durante evento neste domingo, 11, e ressaltou a importância de idosos votarem no segundo turno

11 out 2026 - 16h03
Resumo
Em ato de campanha na Avenida Paulista, o presidente Lula convocou a juventude a defender a democracia e prometeu investimentos em inteligência artificial e transição energética para expandir o ensino superior. Ao lado de aliados e artistas, o petista também pediu que os idosos compareçam às urnas no segundo turno para reduzir as abstenções, prometeu avanços na segurança pública e criticou a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19.

O presidente Lula participou de ato pela reeleição na Avenida Paulista neste domingo, 11. O candidato petista fez aceno à juventude, prometeu uma revolução tecnológica no quarto mandato e clamou que idosos saiam de casa para votar no segundo turno, que será realizado no domingo, 25.

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"Fico muito feliz que essa manifestação tem uma maioria de juventude. Ou vocês participam da vida política ou ela não tem conserto", afirmou o presidente. "Vocês têm que assumir a responsabilidade enquanto têm energia e disponibilidade para ir à luta. Esse País não pode perder a democracia, por pior que ela seja", complementa.

Presidente Lula fala em revolução tecnológica e formação em inteligência artificial em ato na Avenida Paulista
Presidente Lula fala em revolução tecnológica e formação em inteligência artificial em ato na Avenida Paulista
Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação / Estadão

O ato pela virada de Lula contou com a presença de artistas, como Baco Exu do Blues, Humberto Carrão e Jão, e políticos recém-eleitos para o Congresso, além de movimentos estudantis organizados.

"Quando chegamos à Presidência, em 2003, o Brasil tinha apenas 4,8 milhões de pessoas com diploma universitário no mercado de trabalho. Hoje o Brasil já tem 26 milhões. E nós queremos 50 milhões, queremos 100 milhões", garante.

O projeto para alcançar esse resultado, afirmou o presidente, passa por uma revolução tecnológica no País. "No nosso próximo mandato, vamos formar muita gente em inteligência artificial, vamos formar muita gente na nova indústria digital e vamos fazer uma revolução energética", disse.

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Votação dos idosos

Outro público que Lula fez questão de destacar foram os idosos. Diante da alta taxa de abstenção no primeiro turno, o presidente pediu que esse grupo vá às urnas no segundo turno.

"Temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não têm mais direito de votar. Os 60, 70 anos não transformam a pessoa em um inútil. Se a pessoa não votar por ela, ela tem filho, tem neto e tem a pátria dele para cuidar. Elas não podem permitir que os bandidos possam governar este País", disse Lula.

Evento reuniu figuras proeminentes da campanha petista, incluindo governadores eleitos no Nordeste e o vice-presidente Geraldo Alckimin
Foto: Daniel Teixeira/Estadao / Estadão

Ainda em seu discurso, o presidente ressaltou a importância do combate à violência. "Vamos fazer uma revolução na segurança pública. Precisamos garantir segurança para o povo e prisão para os bandidos."

Lula criticou, ainda, a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19. "Construir é muito difícil, mas destruir é muito simples. Vocês sabem o que é o presidente rir de pessoas que estavam morrendo asfixiadas por falta de oxigênio. Vocês viram quantas pessoas foram enterradas sem poder se despedir das suas famílias", disse.

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Além de Lula, diversas figuras importantes da campanha subiram no trio para falar sobre a esperança na vitória do candidato petista.

Entre eles, estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin, as ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet, o ministro Guilherme Boulos e os governadores reeleitos Elmano de Freitas, do Ceará, Jerônimo Rodrigues, da Bahia, e Rafael Fonteles, do Piauí.

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