Eleição de 2026 já começou no exterior; brasileiros na Nova Zelândia são os primeiros a votar

Votação para os 3,1 mil eleitores brasileiros na Nova Zelândia abriu às 16h deste sábado, 4, segundo o horário de Brasília; na hora local, já são 8h do domingo, 4

3 out 2026 - 16h51
(atualizado às 17h05)
Resumo
A eleição presidencial de 2026 começou no exterior, sendo a Nova Zelândia o primeiro local de votação. Com voto exclusivo para presidente, o pleito atinge o recorde de 918,8 mil brasileiros aptos em 186 cidades pelo mundo, alta superior a 30% em relação à disputa anterior. Os Estados Unidos e Portugal concentram os maiores colégios eleitorais fora do país, com destaque para Lisboa e Boston. Apesar do crescimento histórico da base de inscritos, o eleitorado no exterior enfrenta alta abstenção.

A eleição presidencial de 2026 já começou no exterior. A seção eleitoral para brasileiros que moram na Nova Zelândia abriu às 16h deste sábado, 3 de outubro, segundo o horário de Brasília. Na hora local do país da Oceania, já são 8h do domingo, 4.

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O Brasil tem 918,8 mil eleitores aptos a votar em seções fora do País. Na Nova Zelândia, há 3,1 mil brasileiros registrados. A única seção eleitoral do país está localizada na capital Wellington. Os brasileiros no exterior votam apenas para presidente.

Todas as seções eleitorais no Brasil seguem o horário de Brasília, enquanto as localizadas no exterior abrem e encerram no horário local, entre 8h e 17h de domingo. As últimas cidades no exterior a iniciar e finalizar a votação são Los Angeles, São Francisco (ambas nos Estados Unidos) e Vancouver (Canadá).

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os 918,9 mil eleitores brasileiros pelo mundo estão espalhados por 186 cidades. O maior posto de votação é em Lisboa, capital de Portugal, onde há 78 mil brasileiros registrados para votar. A capital portuguesa é seguida por Boston, nos Estados Unidos, e Porto, também em Portugal.

Com 265 mil eleitores registrados, os Estados Unidos têm o maior número de brasileiros aptos a votar. Portugal conta com 134 mil eleitores brasileiros, e o Japão, 88,3 mil. Na outra ponta, tanto na Coreia do Norte quanto em Bangladesh há somente um eleitor brasileiro registrado para votar.

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Há quatro anos, 697 mil brasileiros ao redor do mundo estavam registrados para votar. O contingente cresceu mais de 30% desde as últimas eleições, chegando à máxima histórica desde quando os dados passaram a ser computados, em 2010.

O eleitorado no exterior é marcado por altas taxas de abstenção. Nas eleições passadas, 51% dos eleitores registrados ao redor do mundo não foi votar. Em 2018 e em 2014, o índice de abstenção foi de 59%.

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