O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) filmou com o celular a declaração que fez durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em inglês) no sábado, 28, nos Estados Unidos, e afirmou que o vídeo era para mostrar ao pai, Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar temporária, no entanto, está proibido de ter acesso ao celular.
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"Vocês sabem por que estou fazendo esse vídeo? Porque estou mostrando para o meu pai e vou provar para todos no Brasil que você não pode acabar com um movimento prendendo injustamente o líder desse movimento, Jair Messias Bolsonaro", declarou, antes do discurso do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A CPAC reúne representantes da direita e da extrema direita no mundo.
Ao permitir que Bolsonaro cumpra provisoriamente prisão domiciliar por motivos de saúde, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes proibiu que o ex-presidente condenado por tentar um golpe de estado tenha acesso a celular ou a redes sociais, inclusive via terceiros.
Após receber alta hospitalar, Bolsonaro foi para sua residência na última sexta-feira, 27, onde ficará em prisão domiciliar por um período inicial de 90 dias para fins de integral recuperação da broncopneumonia. O benefício será reavaliado pelo STF após o período.
A transferência dele foi determinada com restrições. Moraes proibiu o uso de telefone, celular ou dispositivos que permitam contato com o exterior, diretamente ou por terceiros. Mesmo nos casos de visitas autorizadas, os aparelhos eletrônicos deverão ser entregues aos policiais antes da entrada.
Os filhos de Bolsonaro que não vivem com o pai podem visitá-lo, mas dentro de horários preestabelecidos: às quartas-feiras e sábados, em um dos seguintes horários: 8h às 10h, 11h às 13h e 14h às 16h. No sábado, 28, Moraes negou um pedido da defesa do ex-presidente para ampliar os horários de visitação em uma espécie de "acesso livre" aos filhos.
"O descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária temporária ou de qualquer uma das medidas cautelares implicará na revogação e ao retorno imediato ao regime fechado ou, se necessário for, ao hospital penitenciário", ressaltou o ministro na decisão.
*(Com informações do Estadão Conteúdo).