Dizer que quero entregar terras raras aos EUA é burrice e mau-caratismo, diz Caiado

12 ago 2026 - 14h22

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, classificou nesta quarta-feira, 12, como "burrice e mau-caratismo" a posição adotada por parte do governo federal de que sua proposta para o setor de terras raras significaria entregar esses recursos aos Estados Unidos.

Segundo ele, o plano busca atrair tecnologia para que o País deixe de exportar minerais brutos e passe a produzir bens de maior valor agregado, como baterias, semicondutores e turbinas.

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Caiado participou de um almoço com empresários promovido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) no Clube Atlético Monte Líbano, na capital paulista. Seu candidato a vice e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, também compareceu. O evento reuniu cerca de mil convidados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já criticou Caiado anteriormente ao dizer que o goiano fez um acordo com uma empresa americana "fazendo concessão de coisa que ele não pode fazer", porque a propriedade das terras raras é da União.

Ao reagir às críticas nesta quarta-feira, o presidenciável afirmou que há desinformação e motivação política no debate. Ele negou que a proposta envolva a transferência das reservas brasileiras e disse defender a incorporação, no País, de tecnologias de separação e processamento dos minerais.

Para o candidato, essa estratégia deve ser baseada em parcerias, conhecimento e empreendedorismo, e não em disputas ideológicas. Como exemplos, citou a fabricação de baterias, semicondutores e turbinas a partir dos minerais hoje vendidos em estado bruto.

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O candidato defendeu ainda a articulação entre governo, universidades e iniciativa privada para desenvolver a produção nacional, ampliar a capacidade industrial e superar as limitações de receita do País.

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