Dino exige criação de código único para fiscalização de emendas parlamentares

9 set 2026 - 16h46
Resumo
O ministro Flávio Dino, do STF, determinou que o Executivo e o Congresso criem, até novembro de 2026, um código único para rastrear emendas parlamentares desde a indicação até a execução, integrando os sistemas Siafi e Transferegov.br. A decisão cita uma auditoria do Denasus na Saúde que revelou R$ 8,42 milhões em prejuízos e desvios, com 68% dos casos analisados exigindo devolução de recursos, a maioria ligada a emendas de bancada, além de graves falhas na transparência pública dos repasses.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo federal e o Congresso Nacional apresentem, até 30 de novembro de 2026, uma proposta conjunta para criar um identificador único para emendas parlamentares. A medida deverá vir acompanhada de um cronograma de implementação e busca permitir o rastreamento da verba desde a indicação feita pelo parlamentar até o efetivo empenho dos recursos.

Segundo a decisão, o mecanismo deverá ser integrado aos sistemas Siafi, responsável pela administração financeira do governo federal, e Transferegov.br. A intenção é assegurar uma ligação inequívoca entre a indicação parlamentar e a execução da despesa, ampliando a capacidade de acompanhamento e fiscalização dos recursos públicos.

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Ainda no mesmo despacho, Dino deu ciência às partes sobre os resultados de uma auditoria realizada pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) em repasses de emendas destinados à área da saúde. O levantamento analisou 100 contas de municípios e Estados. Em uma etapa complementar, que envolveu 25 auditorias, 17 delas, o equivalente a 68%, geraram propostas de devolução ou recomposição de valores aos cofres públicos.

A fiscalização apontou R$ 7,74 milhões em danos ao erário e outros R$ 677,8 mil relacionados a desvios de finalidade. Somados, os valores chegam a R$ 8,42 milhões em recursos considerados aplicados de forma irregular. As emendas de bancada responderam pela maior parcela do prejuízo identificado, com R$ 6,58 milhões, ou 78% do total, incluindo um caso isolado de R$ 4,5 milhões.

O relatório também apontou falhas na transparência da execução dos recursos. Apenas 4% das auditorias verificaram a existência de divulgação pública e acessível sobre a aplicação das verbas.

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