O deputado federal Luciano Alves (PSD-PR) afirmou nesta segunda-feira, 30, que brigou com uma mulher na rua, em Brasília, em razão do valor de um 'job' cobrado por ela. O caso ocorreu na quarta-feira, 25, no Lago Sul, e repercutiu nas redes sociais neste fim de semana.
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"Quero deixar bem claro que isso foi um fato que aconteceu numa ação da minha vida particular. Eu, um deputado solteiro que não tem nem namorada, estava confraternizando com um grupo que trabalha no gabinete. Numa reunião de despedida, onde a gente estava emocionado, inclusive eu bebi sim, sou um ser humano, eu também tomo meus goles", disse.
As imagens mostram o parlamentar discutindo com a mulher. Segundo ele, os dois se conheceram em um restaurante quando combinaram o encontro íntimo, mas, ao entrar no carro dela e descobrir o valor do programa, ele teria desistido. Ele afirmou já ter sido vítima de golpes em Brasília.
"Eu falei: 'Quanto vai custar o seu trabalho? Você vai me levar para casa e tudo mais?'. Ela falou assim: 'Não, eu te faço companhia até de manhã e é 3 mil reais'. Eu [respondi] não posso pagar isso daí, não tem como pagar esses 3 mil reais", relatou o deputado.
A situação acabou indo parar na polícia depois que os dois começaram a discutir. Como ele se recusou a pagar o valor do programa, a mulher acabou deixando-o no restaurante novamente e chamou a assessora do deputado para ajudar ele a retornar para casa.
O vídeo que circula na internet mostra os dois discutindo no estacionamento do restaurante. Em seguida, a mulher acionou a polícia para registrar um boletim de ocorrência. A PM teria informado que testemunhas e funcionários do local confirmaram que houve um atrito verbal e ofensas entre os dois. O parlamentar nega que teria agredido fisicamente a mulher.
"Não tivemos nada. Só não acertamos o preço, então não teve o acordo, não teve o programa. Por que deu tanta repercussão? Será que é por causa do trabalho que a gente faz isso? Será que alguém implantou isso aí? Alguma armação?", questionou.
Em publicação, o deputado federal também argumentou que a discussão ocorreu em ambiente privado, fora do exercício da função pública e fora de expediente. Ele reconheceu que houve troca de ofensas entre ambos e pediu desculpas pela forma como reagiu.
Luciano Alves está como suplente e deve deixar a Câmara dos Deputados até o dia 4 de abril para que Beto Preto (PSD-PR) retorne à cadeira.