A gravação de um debate no podcast Future Cast terminou em agressão física entre os candidatos a deputado estadual por SP Leonardo Grandini (PT) e Thomaz Henrique (PL). Após um programa marcado por insultos mútuos e menções a figuras políticas nacionais, a tensão escalou quando Henrique chamou a avó de Grandini, presa na ditadura militar, de "bandida". O petista desferiu um tapa no rival, que revidou. Contidos pela produção, ambos não demonstraram arrependimento nas redes sociais.
Leonardo Grandini (PT-SP) e Thomaz Henrique (PL-SP) protagonizaram troca de ofensas que terminou em violência física durante gravação de debate no podcast Future Cast, ocorrida na noite de quarta-feira, 16.
Debate entre os candidatos a deputado estadual por São Paulo Leonardo Grandini (PT) e Thomaz Henrique (PL) termina em agressão física após uma sequência de xingamentos. pic.twitter.com/rOepZA4HNu
— Eixo Político (@eixopolitico) September 17, 2026
O programa já chegava a mais de uma hora de duração quando a tensão escalonou entre candidatos à Assembleia Legislativa de São Paulo, que chegaram às vias de fato, com troca de tapas.
O fato ocorreu após Thomaz Henrique insultar a avó de Grandini, presa durante a ditadura militar, de "bandida". O petista então se levantou e deu um tapa no adversário, que respondeu. Presentes conteram os candidatos e a gravação do podcast foi interrompida.
A tensão entre os dois não se concentrou apenas no momento final do debate, todo o podcast foi marcado por agressões verbais, ironias e acusações. Parte dos insultos também eram direcionados a pessoas de seus respectivos grupos políticos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assim como Flávio Bolsonaro (PL) e Nikolas Ferreira (PL), foram alvos de falas em tom acusatório.
Os dois candidatos se manifestaram nas redes sociais após o episódio. Thomaz Henrique diz não se arrepender do ocorrido.
"Falei verdades para ele; não me arrependo de nenhuma delas. O cara covarde, como todo esquerdista, tentou me agredir com um tapa, nem homem para fechar a mão. Graças a Deus, estava ali o Panzani que me segurou e a equipe dele [...] porque senão eu tinha quebrado a cara desse infeliz e hoje seria eu o vilão", declarou.
Ao Estadão, alegou que espera não passar por situação semelhante e que consiga "conduzir essa campanha de maneira propositiva"
Por sua vez, Leonardo Grandini também não demonstrou arrependimento. "Chega de diálogo com Bolsogado! Falou da minha avó que foi presa na ditadura e levou!", escreveu nas redes sociais.
O Estadão também procurou Grandini, mas não obteve retorno ainda.