Daniel Vorcaro tem depoimento marcado para 15 de setembro; defesa deve pedir adiamento

Depoimento de Daniel Vorcaro está marcado para o mesmo dia da sessão do STF que decide se Moraes será investigado

11 set 2026 - 18h44
Resumo
A Polícia Federal agendou para 15 de setembro o depoimento de Daniel Vorcaro sobre fraudes no Banco Master, mas a defesa deve pedir novo adiamento. A data coincide com a sessão do STF que avaliará investigar o ministro Alexandre de Moraes por suspeitas de interferência e elos financeiros com o banqueiro, preso no ano passado. O caso gerou grave crise institucional após revelações de mensagens que apontam pedidos de intervenção e benefícios ligados à família do magistrado.

A Polícia Federal marcou para 15 de setembro, próxima terça-feira, o depoimento de Daniel Vorcaro sobre irregularidades envolvendo o Banco Master e fraudes em operações com o Banco de Brasília (BRB).

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A oitiva do banqueiro já tinha sido marcada para o final de agosto, mas foi adiada a pedido da defesa. Um novo adiamento deve ocorrer sob a alegação de que os advogados não tiveram acesso integral aos documentos necessários.

A data atual coincide com a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que decide se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por troca de mensagens com o Vorcaro. No entanto, há movimentações na Suprema Corte para que o encontro seja reagendado para que haja tempo hábil para analisar todo o material que foi tornado público entre quinta e sexta-feira, 11.

O banqueiro foi preso em novembro do ano passado quando tentava fugir do país. Ele era alvo de uma investigação sobre emissão de títulos de crédito falsos para instituições financeiras. No dia de sua prisão, o Banco Central liquidou o Banco Master.

Desde que foi detido, novas investigações apontam uma rede ampla envolvendo políticos de vários partidos e cargos nos Poderes Executivo e Legislativo. Além disso, membros do Judiciário, como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes também são citados no rol de relacionamentos do banqueiro.

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Desde as últimas semanas, a Suprema Corte brasileira enfrenta a mais profunda crise institucional após o Estadão detalhar no dia 1º de setembro as principais vertentes da relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, entre elas pedidos reiterados do banqueiro para que o ministro interviesse junto ao delegado Andrei Rodrigues e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, com o objetivo de travar as investigações sobre negócios fraudulentos do Master; a participação de Moraes na edição de um contrato de R$ 131 milhões entre Viviane Moraes e Vorcaro; conversas sobre uma possível saída do banqueiro do País antes de sua prisão; cobranças relacionadas a pagamentos ao escritório Barci de Moraes; e a autorização de cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para os filhos do ministro.

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