O corregedor do TSE, Ricardo Villas Bôas Cueva, deu 72 horas para a campanha de Flávio Bolsonaro detalhar a conduta de 37 dirigentes sindicais em ação que pede a cassação da chapa de Lula e Alckmin por abuso de poder econômico e político. A denúncia aponta o uso indevido de recursos sindicais em prol do petista. A ação foi recebida contra a chapa e cinco líderes, que têm cinco dias para defesa. Cueva também rejeitou vetar a distribuição de material de campanha em universidades públicas.
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, deu 72 horas para o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) detalhar as condutas atribuídas a dirigentes sindicais em ação que aponta suposto uso da estrutura das entidades na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. O despacho foi proferido nesta quinta-feira, 15.
A campanha de Flávio moveu uma ação de investigação judicial eleitoral (Aije) contra Lula, Geraldo Alckmin (PSB) e outras 54 pessoas indicadas como dirigentes de entidades sindicais. A ação alega que entidades sindicais aplicaram recursos, pessoal e canais de comunicação na campanha de Lula e pede que a chapa do petista seja cassada por abuso de poder político e econômico.
O corregedor recebeu a ação contra Lula, Alckmin e cinco representantes sindicais. Eles terão cinco dias para apresentar defesa. Em relação a 37 dos 54 dirigentes sindicais, Cueva observou que não há menção nominal na descrição dos fatos. Por isso, pede que a campanha de Flávio especifique a participação de cada um deles.
Cueva ainda negou o pedido de Flávio para restringir o uso de universidades públicas como pontos de distribuição de materiais de campanha eleitoral. "A questão exige especial cautela por envolver manifestações político-eleitorais no ambiente universitário, cuja proteção constitucional foi expressamente reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal", observou.