Conselho de Ética aprova continuidade de processo contra Erika Hilton

O partido Missão entrou com um pedido de cassação do mandato da deputada federal

11 ago 2026 - 15h57
Deputada Erika Hilton na presidência da Comissão de Defesa da Mulher em sessão nesta quarta-feira, 8
Deputada Erika Hilton na presidência da Comissão de Defesa da Mulher em sessão nesta quarta-feira, 8
Foto: Reprodução via Youtube / Estadão

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou por 10 a 5 a continuidade do processo contra a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP). O parecer recomenda a continuidade da apuração contra a parlamentar, que foi alvo de um pedido de cassação.

O pedido foi apresentado pelo partido Missão, que defende que a deputada quebrou o decoro parlamentar com publicações feitas nas redes sociais ao se defender dos ataques que recebeu quando foi eleita presidente da Comissão da Mulher na Câmara.

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Ainda que o conselho tenha aprovado a continuidade, o processo não deve ser concluído em função do calendário da Casa e do período eleitoral. Os mandatos dos deputados acabam em dezembro e, na prática, só há mais uma semana de sessões até outubro.

A partide outubro, os deputados federais devem cumprir a maior parte das agendas em seus estados para compromissos de campanha, uma vez que muitos concorrem a cargos nas próximas eleições.

O prazo máximo de tramitação de processo do Conselho de Ética é de 90 dias. Com a aprovação, o relator Gilberto Silva (PL-PB) ainda determinará os procedimentos de investigação. Ao final, o relator irá elaborar um parecer final, no qual recomendará ou não a aplicação de punições.

As punições mais leves, como advertências e censuras, podem ser aplicadas diretamente pelo presidente da Câmara ou pela Mesa Diretora. Punições mais graves, como suspensões ou perda dos mandatos, devem passar pela aprovação dos deputados no plenário.

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Ainda que o processo seja discutido e o relator acate o pedido de cassação, ainda depende do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), colocar a pauta em plenário. 

Pedido de Cassação

O partido Missão entrou com o pedido de cassação contra Erika Hilton com base em publicações feitas pela deputada nas redes sociais. Ao sofrer ataques transfóbicos por assumir a presidência da Comissão da Mulher, a parlamentar declarou que não se importava se o "esgoto da sociedade não gostou".

O Missão argumentou que Erika quebrou o decoro parlamentar ao não "exercer o mandato com dignidade e respeito à vontade popular".

Hilton não estava na Comissão no dia da votação para se defender. A deputada Professora Luciene Cavalcante (Psol-SP) falou em nome dela e disse que as publicações eram opiniões pessoais e que não se pode permitir que o "Conselho de Ética e decoro parlamentar seja instrumentalizado para silenciar deputadas e deputados."

Fonte: Portal Terra
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