O senador mineiro Cleitinho Azevedo (Republicanos) insistiu nesta quarta-feira, 29, que pretente ser candidato ao governo de Minas Gerais, contrariando o posicionamento da sigla, divulgado em nota à imprensa mais cedo. O parlamentar convocou uma coletiva de imprensa pelas redes sociais na Praça Santuário, em Divinópolis (MG), já no fim da tarde, para esclarecer a controvérsia em torno da candidatura.
Durante a conversa com jornalistas, Cleitinho disse que vai encontrar o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, para tentar convencê-lo da oficialização da candidatura. O senador afirmou que buscará "tocar o coração" do presidente do partido. Sem o aval da legenda, como não é possível mais uma troca de partido, Cleitinho não poderia ser candidato.
Cleitinho também atribuiu a ausência na convenção estadual da sigla, no último sábado, à morte do irmão mais novo. "Não tinha cabeça. Como vou lançar uma candidatura de luto?"
O senador aparece em primeiro lugar na pesquisa Genial/Quaest mais recente, com 35% das intenções de voto para governador. O segundo colocado, Alexandre Kalil (PDT), que foi prefeito de Belo Horizonte, tem 12%.
O partido divulgou uma nota em que afirma ter estruturado uma um projeto para viabilizar o nome do senador ao governo mineiro. "Diversas decisões estratégicas foram postergadas para preservar a viabilidade de sua eventual candidatura."
Também o responsabiliza pela indeterminação nos rumos da candidatura além de dizer que o parlamentar não oficializou a intenção de disputar a cadeira do Palácio Tiradentes.
Cleitinho publicou pelo perfil que mantém no Instagram, na terça-feira, 28, um vídeo no qual sinaliza a decisão de concorrer ao governo mineiro — segundo maior colégio eleitoral do Brasil.
O conteúdo, gerado por inteligência artificial, traz o senador ao lado do irmão, Matheus Azevedo, e do pai, José Maria Azevedo, também falecido. A legenda do vídeo sinaliza uma entrada na disputa. "Seguirei na missão."