Campanha de Lula vai denunciar Meta para observadores internacionais e OEA

Ministro da Secom diz que big tech tenta interferir nas eleições brasileiras; Meta ainda não se manifestou

14 out 2026 - 17h32
Resumo
A campanha de Lula denunciará a Meta à OEA, à ANPD e a observadores internacionais por suposta interferência nas eleições. Coordenadores alegam que a big tech prejudica o petista com interrupções de alcance, direcionamento de buscas no WhatsApp para grupos rivais e privilégios da inteligência artificial ao candidato Flávio Bolsonaro. O comitê, que já debateu o tema com políticos de 12 países, cobra providências do TSE para garantir a imparcialidade do pleito. A empresa não se manifestou.

BRASÍLIA - O senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou nesta quarta-feira, 14, que irá denunciar os indícios de interferência eleitoral da Meta à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e à Organização dos Estados Americanos (OEA). A Meta ainda não se manifestou

Observadores internacionais que atuam no Brasil também foram convidados a se reunir com a campanha para receber as acusações.

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Camilo Santana denuncia atuação da Meta nas eleições
Camilo Santana denuncia atuação da Meta nas eleições
Foto: Reprodução via Youtube / Estadão

"Não podemos admitir essa interferência que está ocorrendo aqui com as big techs, principalmente com a Meta, nestas eleições. A gente está tomando várias medidas importantes, medidas na área judicial, junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e pedindo que o TSE tome as medidas cabíveis e as providências em relação a isso. Nós não podemos desequilibrar essa eleição, ela precisa ser imparcial em relação a isso", disse Camilo.

De férias para ajudar na campanha, o ministro da Secretaria de Comunicação do governo, Sidônio Palmeira, disse acreditar ter inferência dos Estados Unidos na eleição brasileira e fez ataques à Meta. "Eles estão objetivamente interferindo na eleição dos brasileiros", afirmou

De acordo com Camilo, nas redes sociais da Meta, estão havendo interrupções de funcionamento e de visualizações de postagens da campanha de Lula. O ministro também denunciou que a IA da big tech fornece cartazes para o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), ao mesmo tempo que nega fazer o mesmo para o petista.

Outra denúncia da campanha é que, quando usuários pesquisam o grupo "Exército de Lula" no WhatsApp, é sugerido para eles o bolsonarista "Tropa do Flávio".

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Camilo disse também que a campanha irá compartilhar as denúncias contra a Meta de diferentes formas. Nesta quarta-feira, 14, foi realizada uma reunião com parlamentares e políticos de 12 países diferentes para discutir o tema. Os países foram: Espanha, Reino Unido, Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Moçambique, Uruguai e Venezuela.

O senador disse também que a campanha está cobrando um endurecimento da postura do Tribunal Superior Eleitoral sobre as denúncias feitas contra a Meta. O ministro disse ainda que a big tech reconhece a falha técnica, mas não se dispõe a apresentar maior transparência.A campanha anunciou que uma nota com todos os indícios denunciados pelo PT será divulgada à imprensa até o final do dia.

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