O candidato Ronaldo Caiado chamou o Judiciário de "trágico protagonista" das eleições de 2026 após o cancelamento do debate presidencial da TV Globo. A emissora suspendeu o evento devido a decisões de última hora do TSE e do STF, que vetaram menções ao ausente Lula e impuseram a presença de Renan Santos, gerando insegurança jurídica. Para Caiado, essas ordens contaminam o processo eleitoral e blindam o PT, reforçando a necessidade de uma reforma ampla contra a impunidade no país.
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quinta-feira, 1º, que o Judiciário se tornou o "trágico protagonista" da eleição de 2026, ao comentar o cancelamento do debate presidencial que seria realizado pela TV Globo nesta noite. "O cancelamento do debate é a prova de uma contaminação completa no processo", escreveu Caiado nas redes sociais.
Segundo o candidato, "decisões de gabinetes interferem em candidatos, atropelam regras e blindam a corrupção do PT e Lula". Caiado também defendeu uma "reforma geral" no País e afirmou que, além de derrotar o PT nas urnas, seria necessário retirar o Brasil das "mãos da impunidade".
A Globo cancelou o debate após receber duas decisões judiciais que alteraram regras previamente acordadas. A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a emissora de manter no cenário o púlpito vazio de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de permitir perguntas dirigidas ao candidato ausente. Já o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a participação de Renan Santos (Missão).
A emissora afirmou que as decisões tomadas poucas horas antes do programa provocaram "insegurança jurídica" e representaram, em sua avaliação, uma interferência na liberdade dos veículos de comunicação para organizar debates eleitorais. Lula e Flávio Bolsonaro (PL) também haviam decidido não participar do encontro.
"Não precisamos só vencer o PT, precisamos de uma reforma geral para arrancar esse país das mãos da impunidade. O rumo tem que mudar nesse domingo", declarou Caiado.