Augusto Cury defende fim das bets ou taxação maior após Lula anunciar MP sobre setor

25 set 2026 - 14h46
Resumo
O candidato Augusto Cury defendeu o fim ou o aumento expressivo dos impostos sobre as apostas eletrônicas após o presidente Lula anunciar uma medida provisória com foco no setor. Cury criticou a tributação atual de 12% das bets, comparando-a a itens essenciais como remédios e alimentos, e alertou para a dependência psicológica gerada pela atividade. Paralelamente, Lula declarou que assinará novas medidas voltadas à proteção das famílias e da economia popular para combater o avanço do setor.

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defendeu nesta sexta-feira, 25, o fim das bets ou uma taxação mais elevada sobre o setor. A declaração foi dada durante agenda de campanha em Recife, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar que assinaria, ainda nesta sexta, uma medida provisória "para acabar com as bets".

"As bets de efeito rápido e curto também geram dependência. Nós precisamos ou terminar com as bets ou taxá-las de maneira concreta, grande", afirmou Cury.

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O candidato também argumentou que o setor deveria ter tributação maior e comparou a carga que atribuiu às bets com a de outros produtos. "Hoje elas estão taxadas em 12% e os alimentos em 18% e os remédios em 30%, 32%. Não é possível isso. Então elas têm que ser taxadas", declarou.

Mais cedo, também no Recife, Lula disse que seguiria para São Paulo para assinar a medida. O ato foi anunciado pelo Palácio do Planalto como a "apresentação de novas medidas de proteção às famílias e à economia popular". "Uma delas é para acabar com as bets", afirmou o presidente.

Cury também associou as apostas eletrônicas a problemas de dependência psicológica. "Nós não podemos aceitar milhões e milhões de pessoas asfixiadas pela dependência psicológica das bets", afirmou.

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