Atlas/Bloomberg: 43,8% veem aliados de Bolsonaro mais envolvidos no Master; 43,4%, os de Lula

23 set 2026 - 10h22
Resumo
Pesquisa Atlas/Bloomberg aponta que 52,3% dos entrevistados consideram que a crise no STF prejudica mais a reeleição de Lula, contra 20,8% que veem Flávio Bolsonaro como o mais afetado. Sobre as fraudes do Banco Master, há empate técnico sobre quem está mais envolvido: 43,8% culpam aliados de Jair Bolsonaro e 43,4% apontam aliados de Lula. O levantamento ouviu 5.015 pessoas entre 17 e 22 de setembro, com margem de erro de um ponto porcentual e registro no TSE sob o número BR-04739/2026.

A crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) prejudica mais a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na avaliação de 52,3% dos entrevistados pela pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, 23. Outros 20,8% consideram que o senador Flávio Bolsonaro (PL) é o mais prejudicado na disputa presidencial.

Para 15,5%, a crise afeta os dois candidatos igualmente, enquanto 7,5% dizem que nenhum deles é prejudicado. Os que não sabem responder somam 3,9%. A pergunta mede a percepção dos entrevistados sobre os efeitos eleitorais da crise.

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A pesquisa foi realizada integralmente após a sessão do STF de 15 de setembro, marcada por embates entre ministros durante a análise sobre a abertura de investigação das relações de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Em outra questão, sobre qual grupo político estaria mais envolvido no esquema de fraudes financeiras do Banco Master, 43,8% apontam principalmente os aliados de Jair Bolsonaro, enquanto 43,4% citam os aliados de Lula. Os índices estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de um ponto porcentual.

Na rodada anterior, divulgada em 17 de setembro, os porcentuais eram de 41,2% e 40,2%, respectivamente. A parcela que aponta os aliados de Bolsonaro aumentou numericamente 2,6 pontos porcentuais, enquanto a que cita os aliados de Lula subiu 3,2 pontos.

Os que consideram todos os grupos igualmente implicados no esquema passaram de 13,8% para 10,6%. A parcela que aponta principalmente o Centrão recuou de 3,4% para 1,6%. Outros 0,6% não sabem responder na rodada atual.

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A AtlasIntel ouviu 5.015 pessoas da população adulta brasileira entre 17 e 22 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto porcentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04739/2026.

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