Com paradeiro desconhecido por aliados e sem movimentação em sua casa, o senador Flávio Bolsonaro é investigado pela Polícia Federal sobre uma suposta ida à Argentina, boato negado por sua equipe. Intimado pela PF a entregar seus passaportes e proibido de deixar o Brasil, Flávio negou em vídeo a intenção de fugir, classificou a medida como política e afirmou que entregará os documentos para se defender das investigações.
Aliados e integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro não souberam informar onde está o senador nesta terça-feira, 27. Até o momento, a reportagem do Broadcast (Sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) não registrou movimentação na casa de Flávio em Brasília. Segundo um funcionário do condomínio, tentativas de ligações pelo interforne foram malsucedidas.
Veículos de imprensa argentina afirmaram que o senador teria viajado do Brasil à cidade fronteiriça de Puerto Iguaçu. O coordenador político de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), nega que ele tenha deixado o País.
A PF acionou autoridades argentinas para obter informações sobre se Flávio teria entrado no país e investiga se ele saiu do Brasil.
Ontem, a Polícia Federal o intimou para que entregasse seus passaportes até o fim da manhã desta segunda-feira, 26, o que o senador disse que faria. Até o momento, não houve confirmação se os documentos foram enviados.
O "Zero Um" divulgou um vídeo ontem, 26, em que negou a intenção de deixar o Brasil."Quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, eu fui intimado a entregar os passaportes e também estou proibido de deixar o País", declarou, em vídeo publicado em seu perfil no Instagram.
Segundo Flávio, o motivo teria sido uma declaração de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que teria sugerido que Flávio deixasse o Brasil caso perdesse a eleição. Flávio é investigado em dois inquéritos.
"Nunca disse isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte?", questionou.
Flávio afirmou tratar-se de uma decisão política e disse que pretende ficar no Brasil. "Nunca pensei em sair do País. Vou entregar meus passaportes e vou me defender dessa aberração. Mas ninguém vai me calar".