Alexandre de Moraes determina destruição de armas apreendidas de Jair Bolsonaro

O ministro decidiu que sete armamentos sejam transferidos para o Comando do Exército

1 set 2026 - 15h42
(atualizado às 15h52)
Resumo
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou que as armas apreendidas com Jair Bolsonaro sejam enviadas em até 90 dias ao Exército para destruição ou doação a órgãos de segurança. Confiscados pela Polícia Federal, os armamentos foram classificados como instrumentos de crimes pelos quais o ex-presidente foi condenado. A medida inclui pistolas, fuzil e espingardas, excluindo apenas uma pistola que segue retida pela Polícia Civil para outra investigação em andamento.
O ministro Alexandre de Moraes discursou em evento na Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco.
O ministro Alexandre de Moraes discursou em evento na Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco.
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nessa terça-feira, 01, a destruição das armas de fogo apreendidas na posse de Jair Bolsonaro.

Os itens foram confiscados pela Polícia Federal durante a prisão do ex-presidente. Segundo a ordem de Moraes, os armamentos relacionados aos crimes pelos quais Bolsonaro foi condenado devem ser encaminhados ao Comando de Operações Especiais do Exército.

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"Nessa perspectiva, os armamentos apreendidos, empregados ou destinados à atuação da associação criminosa armada qualificam-se como instrumentos do crime e sujeitam-se ao confisco como efeito da condenação", afirma a decisão.

Moraes também estabeleceu o prazo de 90 dias para essa transferência, e designou ao Comando o direito de destruir ou doar a órgãos de segurança os itens apreendidos.

As armas de fogo que eram de posse de Bolsonaro são: duas pistolas Forjas Taurus, uma carabina/fuzil Springfield Armory, uma espingarda Typhoon, uma pistola Arex, uma pistola SIG Sauer, e uma espingarda Maestro Arms Company.

O ministro excluiu uma pistola Glock na posse da Polícia Civil, considerando que ela faz parte de uma investigação ainda em andamento.

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