O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, criticou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, acusando-o de ter poder desmedido e blindar ministros do STF contra inquéritos por crime de responsabilidade. Para combater a inércia da instituição, Marinho propõe alterar o regimento para que pedidos com apoio de 49 senadores tramitem de imediato. Além disso, o parlamentar criticou o ministro Flávio Dino pela atuação no inquérito das emendas parlamentares, comparando-o ao ministro Alexandre de Moraes.
O líder da oposição no Senado Federal e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tem um poder "desmedido" ao ter a competência de não permitir a abertura de inquéritos por crime de responsabilidade contra ministros do Judiciário e disse que vai propor mudanças regimentais.
As declarações ocorreram nesta segunda-feira, 14, em entrevista a jornalistas em Brasília. "A discricionariedade que é dada ao presidente da Casa tem servido como uma blindagem para uma série de excessos que tem penalizado a sociedade como um todo", disse.
Em outro momento, Marinho afirmou que há "inércia" do Senado diante da crise no Supremo Tribunal Federal (STF). "Estamos indignados, inclusive, com a nossa inércia enquanto instituição. Não a minha, não a dos senadores aqui presentes. Porque o regimento desta Casa dá um poder desmedido ao seu presidente", afirmou.
Marinho disse que vai propor uma mudança regimental do Senado para que, quando 49 senadores formularem o pedido de inquérito por crime de responsabilidade, "isso seja feito imediatamente, independentemente da vontade do presidente da Casa".
O parlamentar afirmou também que o ministro Flávio Dino, do STF, está criando "um novo monstro" com o inquérito sobre emendas parlamentares e o comparou ao ministro Alexandre de Moraes na condução do inquérito das fake news.
"Todos estamos aqui esperançosos de que amanhã, nessa sessão histórica, o Supremo Tribunal Federal faça o papel que é nosso", disse, em referência à sessão do STF marcada para esta terça-feira, 15. "Esperamos que essa instituição, se não este ano, mas com a próxima legislatura, tenha a coragem de fazer o seu papel."
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) disse que a oposição tentou ser atendida por Alcolumbre, mas ele não os recebeu.