TSE rejeita ação que tentava barrar ato com Caetano Veloso no RJ

Ministro encerrou o processo por falta de legitimidade dos autores e enviou a representação à Procuradoria-Geral Eleitoral.

16 out 2026 - 13h35
Resumo
O ministro André Mendonça, do TSE, encerrou sem julgar o mérito a ação que tentava barrar o Ato Musical pela Democracia com Caetano Veloso, no Rio de Janeiro. A acusação alegava que o evento funcionaria como showmício pró-Lula, mas o magistrado concluiu que os autores não tinham legitimidade para propor a medida sobre a eleição presidencial. O caso foi enviado à Procuradoria-Geral Eleitoral para análise, sem avaliação prévia sobre a legalidade ou irregularidade da manifestação artística.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por decisão do ministro André Mendonça, encerrou uma ação que tentava impedir a realização de um ato com Caetano Veloso, marcado para domingo (18), na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Caetano Veloso participa do ato marcado para domingo em Copacabana, alvo de acusação de possível showmício pró
Caetano Veloso participa do ato marcado para domingo em Copacabana, alvo de acusação de possível showmício pró
Foto: Lula - Reprodução/Instagram/@midianinja / Perfil Brasil

O pedido sustentava que o Ato Musical pela Democracia poderia funcionar como um showmício em benefício da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão, porém, não definiu se o evento configura ou não propaganda eleitoral irregular.

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Por que o TSE rejeitou a ação sobre Caetano Veloso?

Leonardo José do Patrocínio Aragão dos Santos Lau, candidato a deputado estadual no Rio de Janeiro, e o Instituto José do Patrocínio apresentaram a representação. Ao analisar quem levou o caso ao tribunal, Mendonça considerou que os autores não estavam habilitados a propor esse tipo de medida envolvendo a disputa pela Presidência.

Por isso, encerrou o processo sem julgamento do mérito. Com isso, ainda deixou de analisar o pedido emergencial para suspender o evento. O ministro ressaltou ainda que a decisão não resolvia a discussão sobre a legalidade do ato.

"Também não se examinam, nesta oportunidade, a compatibilidade dos pedidos inibitórios formulados na inicial com as liberdades constitucionais de expressão, manifestação artística e reunião, nem a existência de eventual irregularidade no financiamento ou na organização do evento", afirmou.

Caso segue para análise da Procuradoria Eleitoral

Mesmo após extinguir o processo, Mendonça encaminhou o conteúdo da representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE). O órgão poderá avaliar as alegações e decidir se há fundamento para alguma medida posterior.

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Segundo 'O Globo', o ministro também esclareceu que esse envio não significa que tenha reconhecido indícios de irregularidade. A PGE também não fica obrigada a abrir uma investigação.

O que os autores queriam impedir?

Os representantes afirmavam que a presença de artistas que já haviam manifestado apoio a Lula poderia transformar o ato em uma ação voltada à obtenção de votos. Com esse argumento, pediram a interrupção de apresentações artísticas consideradas de finalidade eleitoral. Também solicitaram a suspensão da montagem de palco, equipamentos de som e iluminação.

Além disso, pediram a remoção de publicações nas redes sociais que convidavam o público para o evento. Em caso de descumprimento, solicitaram multa diária de R$ 100 mil. O Ato Musical pela Democracia está previsto para começar às 16h, no Posto 5 de Copacabana. Caetano Veloso participa da mobilização, organizada pelo Movimento 342 Artes e pela Mídia Ninja.

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