Dois suspeitos de liderar uma organização criminosa foram presos em Petrolina e Caruaru pela Ficco-PE, em desdobramento da Operação Roça. A ação investiga tráfico de drogas e armas, roubo de cargas e lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada. Os homens, de 47 e 33 anos, tiveram prisões preventivas decretadas pela Comarca de Orocó e já foram encaminhados ao sistema prisional. Iniciada em 2023, a operação apura um esquema com bloqueio de bens que alcançou outros estados.
Dois homens apontados pela investigação como integrantes da liderança de uma organização criminosa foram presos em Petrolina, no Sertão, e Caruaru, no Agreste de Pernambuco. As prisões ocorreram na terça-feira, 6 de outubro, e na quarta-feira (7), em um desdobramento da Operação Roça, que apura tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Os investigados têm 47 e 33 anos. A ação foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Pernambuco (Ficco-PE), com apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, a Dintel.
Prisões aconteceram em bairros residenciais
A primeira ordem judicial foi cumprida na tarde de terça-feira, no bairro Cidade Universitária, em Petrolina. No dia seguinte, os agentes localizaram o outro suspeito no bairro Universitário, em Caruaru.
Os mandados de prisão preventiva foram expedidos pela Vara Única da Comarca de Orocó, também no Sertão pernambucano. Após o cumprimento das medidas, os dois homens foram encaminhados ao sistema prisional e ficaram à disposição da Justiça.
Investigação começou em 2023
A Operação Roça foi deflagrada em 18 de março de 2026, mas as apurações começaram em 2023. Naquela etapa, o objetivo era desarticular um grupo investigado por tráfico de drogas e armas, roubos de cargas e lavagem de dinheiro.
A investigação identificou uma estrutura que utilizava empresas de fachada, com atuação predominante no Sertão de Pernambuco. A ofensiva de março também alcançou Palmas, no Tocantins, e Manaus, no Amazonas.
Na ocasião, foram anunciados 15 mandados de prisão temporária e 49 de busca e apreensão. As medidas incluíam bloqueio de ativos financeiros de até R$ 5 milhões e sequestro de imóveis e veículos vinculados aos investigados.
Segundo a apuração divulgada naquela fase, o grupo mantinha divisão de funções entre liderança, logística e gestão financeira. Empresas e terceiros seriam utilizados para ocultar a origem dos recursos obtidos nas atividades criminosas.
Atuação integrada
A Ficco-PE reúne as polícias Federal, Civil, Militar e Penal, além da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco e da Secretaria Nacional de Políticas Penais.
Informações que possam contribuir com as investigações podem ser encaminhadas ao Disque-Denúncia, pelo telefone (81) 3421-9595. O serviço garante o sigilo de quem fornece os relatos.