Suspeito de ataque ao Porta dos Fundos embarcou para Rússia

Eduardo Fauzi viajou 5 dias após o crime, na véspera da decretação de sua prisão; Polícia do Rio informou à Interpol

2 jan 2020 - 20h11
(atualizado às 21h39)

Suspeito de atacar a produtora do grupo humorístico Porta dos Fundos, Eduardo Fauzi viajou para a Rússia no domingo passado, de acordo com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, que confirmou informação divulgada pela TV Globo. A viagem já foi comunicada à Interpol, polícia internacional.

Imagens de câmeras do  Aeroporto Internacional Tom Jobim, no último dia 29, mostram embarque de Eduardo Fauzi
Imagens de câmeras do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no último dia 29, mostram embarque de Eduardo Fauzi
Foto: Reprodução / Estadão Conteúdo

O ataque à produtora aconteceu no dia 24 de dezembro. Imagens divulgadas pela TV Globo mostram que Fauzi embarcou no aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio, no dia 29 de dezembro, um dia antes de sua prisão ter sido decretada.

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Anteontem, ele divulgou um vídeo de pouco mais de sete minutos nas redes sociais, em que ataca o Porta dos Fundos e utiliza argumentos cristãos para chamar os humoristas de "intolerantes, marginais e bandidos". "A posição de tolerância, de se vestir pela pele do outro e buscar entender os problemas que o outro passa através da perspectiva dele, é tudo o que os tolerantes do Porta dos Fundos não têm. A tolerância deles é marketing", disse. Ele usa a expressão "anauê", saudação própria dos integralistas, grupo político de extrema direita.

Na terça-feira, a Frente Integralista Brasileira (FIB) expulsou Fauzi.

O suspeito se referia ao especial de natal de 2019 do Porta dos Fundos, exibido pela Netflix, em que o ator Gregório Duvivier interpreta Jesus Cristo. No episódio, há uma insinuação de que Jesus teria tido uma experiência homossexual após passar 40 dias no deserto.

Fauzi foi o único dos cinco suspeitos do ataque à produtora que fugiu com o rosto descoberto. O suspeito, filiado ao partido PSL-RJ desde 2001, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem 20 passagens pela polícia, a maioria por casos de agressão e lesão corporal.

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