O promotor do caso do músico Evandro Gomes Correia Filho, Rodrigo Merli pediu nesta segunda-feira que a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo pague uma recompensa para quem ajudar na localização e na prisão do suspeito. O pagodeiro é acusado da morte da ex-mulher e de tentar matar o filho em 2008. Ele está foragido desde a época do crime. O promotor quer que a população tenha um incentivo para denunciar o foragido. Com base numa lei de 2001, ele pede que o secretário de segurança pública estipule recompensa em dinheiro para quem der informações que levme à prisão de Evandro. “O valor máximo é de R$ 50 mil. Isso fica a critério do secretário de segurança que, através de uma resolução específica, fixa o valor. A partir desse momento é que estaria efetivamente implementada a recompensa”, disse. A SSP informou que ainda não recebeu oficio do promotor. As informações são do SPTV.
Um levantamento feito em março mostra que são 152.390 foragidos no Estado. Na lista da secretaria, existem nomes famosos como o de Roger Abdelmassih Ex-médico condenado a 278 anos de prisão por crimes sexuais. A divisão de capturas tem hoje 200 homens para cumprir os mandatos. Segundo o diretor do departamento, Marco Antônio Desgualdo, essa estatística pode ser menor. “Nós sabemos que é um número fictício, porque ele não condiz com a realidade. Em razão das mortes, em razão das prisões, hoje eu não poderia dizer quantos tem, mas seria uns 60 mil, ao menos, em aberto”, afirmou.
O crime
Cristina Bezerra Nóbrega, 31 anos, morreu após cair da janela do terceiro andar do prédio onde morava, em Guarulhos, enquanto o menino foi internado com uma fratura do maxilar, após cair sobre a marquise da edificação.
Em 2010, usando peruca, barba falsa, óculos escuros e bigode, Evandro negou participação na morte da ex-mulher, durante uma entrevista coletiva no escritório de seu advogado. Naquele ano, o inquérito policial apontou Corrêa como o autor do crime. A Justiça decretou a prisão preventiva dele no final de 2008, mas como ele nunca apresentou à Justiça, é considerado foragido. Ele aproveitou a lei que impede prisões em período eleitoral para dar sua versão do caso em São Paulo. O disfarce foi usado para que ele não fosse reconhecido na cidade onde morava, em um Estado do Nordeste. Na ocasião, o pagodeiro reafirmou que a ex-mulher se jogou com o filho do apartamento depois de uma discussão.