A Policlínica Dr. Francisco Pinto, em Campina Grande, reduziu o atendimento das 7h às 16h após sofrer o quinto furto de fiação elétrica e cabos de internet em dois meses. Os criminosos invadiram o local pelo telhado por meio de prédios vizinhos abandonados. Apesar dos reparos em andamento, as consultas foram mantidas. A unidade já havia sido arrombada em agosto, quando teve computadores e insumos levados, gerando um prejuízo de R$ 100 mil e a suspensão temporária dos serviços à época.
Um novo furto de fiação elétrica e cabos de internet levou a Policlínica Dr. Francisco Pinto, no Centro de Campina Grande, na Paraíba, a alterar o funcionamento nesta terça-feira, 6 de outubro. A unidade passa a atender das 7h às 16h enquanto as equipes realizam os reparos. Esta é a quinta ocorrência registrada no estabelecimento neste ano.
O horário habitual era das 7h às 19h, conforme informado pela Secretaria Municipal de Saúde na reabertura da policlínica, em agosto. Com a mudança, o expediente fica três horas mais curto.
A direção registrou um boletim de ocorrência na segunda-feira (5). Segundo a Secretaria de Saúde, os atendimentos serão mantidos durante os trabalhos para restabelecer a energia e a conexão de internet.
Invasores teriam entrado pelo telhado
A unidade já havia recebido intervenções para dificultar novas invasões, incluindo o fechamento de janelas com alvenaria e reparos em partes danificadas do prédio.
Apesar das medidas, os suspeitos teriam acessado o imóvel pelo telhado, utilizando prédios vizinhos onde funcionavam a Recebedoria de Rendas do Estado e o antigo Fórum Afonso Campos. Segundo a gestão municipal, os imóveis estão abandonados.
Furto anterior deixou prejuízo estimado em R$ 100 mil
Em 16 de agosto, outro arrombamento comprometeu o funcionamento da policlínica e provocou a suspensão dos serviços. Naquele episódio, o levantamento preliminar da Secretaria de Saúde estimou os prejuízos em cerca de R$ 100 mil.
Foram levados computadores, impressoras, equipamentos do Centro de Especialidades Odontológicas e fitas utilizadas em testes de glicemia, além de outros materiais.
Os danos também atingiram a estrutura do estabelecimento. Cerca de dez portas de consultórios e salas de atendimento foram quebradas, e as redes elétrica e de internet precisaram de recuperação. Na ocasião, pacientes com consultas, exames e procedimentos marcados seriam informados sobre o reagendamento.
Após as intervenções, a policlínica retomou as atividades em 24 de agosto. A reabertura ocorreu depois da recuperação dos espaços afetados e da reorganização interna, permitindo o retorno ao expediente das 7h às 19h. Pouco mais de um mês depois, o novo furto voltou a exigir mudanças na rotina da unidade.