Um casal foi preso em flagrante em Arari, no Maranhão, suspeito de tentar vender um bebê de 1 ano e 5 meses por R$ 100 para uma jovem próximo a uma ponte. A mãe da criança e seu companheiro foram detidos após a testemunha intervir ao ver o bebê sujo, faminto e em situação de risco. A Polícia Civil investiga tráfico de pessoas e maus-tratos, incluindo a oferta de álcool à vítima. O bebê foi acolhido pela rede de proteção e entregue a um familiar sob acompanhamento do Conselho Tutelar.
Uma jovem que se aproximou de uma criança sobre a grade de proteção de uma ponte teria recebido uma proposta para comprá-la por R$ 100. O episódio aconteceu na noite do domingo, 4 de outubro, em Arari, no Maranhão, e terminou com a prisão de um casal suspeito de tentar vender o bebê, de 1 ano e 5 meses.
A mulher detida é a mãe da criança. O homem que estava com ela não é o pai, segundo o delegado Henrique Tanaka, titular da Delegacia de Polícia Civil de Arari. A dupla foi autuada em flagrante e encaminhada à Unidade Prisional de Ressocialização de Viana.
O caso ocorreu perto de um bar ao lado da ponte sobre o Igarapé do Nema. Ao perceber o bebê sobre as grades da estrutura, a jovem se aproximou e perguntou pelos responsáveis.
Segundo o relato registrado pelas autoridades, um homem teria oferecido a criança por R$ 100. A mãe estava no estabelecimento e estaria consumindo bebida alcoólica.
Diante das condições de higiene do bebê, a jovem pediu para levá-lo e dar banho. A mãe teria autorizado a saída. A Guarda Civil Municipal, que já havia recebido informações sobre a situação, iniciou buscas e encontrou a jovem com a criança nos braços.
Após ouvir o relato, os agentes localizaram o casal. Todos foram encaminhados à delegacia para esclarecimentos.
Polícia apura relatos de outras violências
O delegado informou que a criança estava descalça, com as roupas sujas de fezes e aparentava estar com fome. Também chegaram às autoridades relatos de que bebidas alcoólicas teriam sido oferecidas ao bebê.
Essa informação faz parte da apuração. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da tentativa de venda, a possibilidade de tráfico de pessoas e se a criança sofreu outras formas de violência.
O bebê foi encaminhado à rede municipal de proteção, com acompanhamento do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e do Conselho Tutelar. O Ministério Público também acompanha a situação.
A jovem que retirou a criança do local prestou depoimento e foi liberada. O bebê ficou sob os cuidados de um familiar, enquanto a investigação busca esclarecer a participação de cada suspeito no episódio.