Mãe, guarda-vidas e dono de parque são indiciados após menino morrer afogado em Olinda

Relatório policial reconstruiu os minutos anteriores ao afogamento e apontou responsabilidades diferentes entre os quatro investigados.

27 ago 2026 - 17h51
(atualizado às 21h02)
Resumo
A Polícia Civil de Pernambuco indiciou quatro pessoas pela morte de Bryan Henrique, de 7 anos, afogado no Olinda Via Park. A mãe foi indiciada por abandono de incapaz com resultado morte por deixá-lo sozinho sem saber nadar. Duas guarda-vidas responderão por homicídio culposo por omissão, após a vítima passar mais de um minuto submersa sem socorro. Já o dono do parque foi indiciado por homicídio qualificado com dolo eventual, devido à falta de licenças, sinalização e barreiras na piscina.

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) concluiu o inquérito sobre a morte de Bryan Henrique de Souza Barros, de 7 anos, que se afogou em uma piscina do Olinda Via Park. A mãe do menino, duas guarda-vidas e o proprietário do parque aquático foram indiciados por crimes diferentes.

Perícia aponta que piscina de parque onde criança morreu afogada tinha sinalização
Perícia aponta que piscina de parque onde criança morreu afogada tinha sinalização
Foto: Reprodução/Redes sociais/TV Globo / Portal de Prefeitura

O acidente ocorreu em 25 de julho, no bairro de Sapucaia, em Olinda. Bryan foi retirado da piscina desacordado e encaminhado a uma Unidade de Pronto Atendimento, mas não resistiu.

Publicidade

Segundo a investigação, o menino não sabia nadar, tinha medo de piscina e estava sem boia ou outro equipamento de flutuação. A mãe, Emylly Vitória de Souza Pereira, teria se afastado para ir ao banheiro sem retirar o filho da água ou deixar outro adulto responsável pela vigilância.

Ela foi indiciada por abandono de incapaz com resultado morte. A pena pode ser aumentada devido à relação de ascendência com a vítima.

Falhas na vigilância e na estrutura

As guarda-vidas Chaiane Kelli Gomes da Silva e Clarice Daniely Alves da Silva foram indiciadas por homicídio culposo por omissão imprópria. A polícia afirma que as profissionais estavam no posto de observação, mas não perceberam quando Bryan avançou para a área mais profunda nem quando começou a se afogar.

O relatório indica que a criança permaneceu submersa durante aproximadamente um minuto e 20 segundos, a poucos metros das profissionais. Outro princípio de afogamento teria ocorrido no mesmo ponto naquele dia.

Publicidade

O proprietário e administrador do parque, Tony Hsu Chuncki, foi indiciado por homicídio qualificado por asfixia, na modalidade de dolo eventual. Para a Polícia Civil, ele teria assumido o risco ao manter o estabelecimento aberto sem as licenças exigidas.

A apuração também apontou falta de barreira entre a área infantil e o trecho profundo usado para o desembarque de um toboágua, sinalização insuficiente sobre a profundidade e registros de incidentes anteriores.

Após a morte, o Olinda Via Park informou que prestou os primeiros socorros, suspendeu as atividades e colaborava com as autoridades. O inquérito foi encaminhado para análise do Ministério Público e da Justiça.

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se