Jorge Henrique dos Santos Fernandes, investigado pela morte do policial civil paraibano Jerre Adriano de Sousa Ribeiro, morreu nesta quarta-feira, 19 de agosto, durante uma operação realizada na zona rural de Bujari, no Acre.
Segundo a Polícia Civil, Jorge estava foragido havia aproximadamente dois anos. Ele deixou a Paraíba após o crime e passou a viver escondido em uma propriedade no interior acreano.
O endereço foi identificado a partir de um trabalho de inteligência envolvendo forças de segurança dos dois estados. A ação recebeu o nome de Operação Rastro e tinha como objetivo cumprir uma ordem judicial contra o investigado.
Participaram da operação equipes do Departamento de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil da Paraíba (PCPB), da Polícia Civil do Acre (PCAC), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais do Acre, da Unidade de Inteligência Policial da Paraíba e do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado.
Confronto durante abordagem
De acordo com a versão apresentada pela Polícia Civil, Jorge reagiu à abordagem e efetuou disparos contra os agentes. Houve confronto e ele foi atingido.
O investigado chegou a receber atendimento, mas não resistiu aos ferimentos. As circunstâncias da ocorrência deverão ser apuradas pelas autoridades responsáveis.
No imóvel onde ele estava foram apreendidas uma pistola, uma espingarda e uma carteira de identidade falsa. A polícia acredita que o documento era utilizado para esconder sua verdadeira identidade durante o período em que permaneceu foragido.
Morte de policial ocorreu em 2023
Jorge já respondia por um roubo ocorrido em Pombal e era investigado por dois homicídios. Um deles foi o assassinato do policial civil Jerre Adriano, registrado em 9 de setembro de 2023.
O agente foi morto a tiros no estacionamento de uma vaquejada realizada em Cajazeirinhas, no Sertão da Paraíba. Jerre tinha 48 anos e trabalhava na Delegacia de Polícia Civil de Passagem, ligada à 15ª Delegacia Seccional de Patos.
Depois do crime, Jorge teria deixado o estado. As diligências para localizar o investigado continuaram até a identificação de seu paradeiro no Acre.