Flávio Bolsonaro: Confira a trajetória do candidato à Presidência pelo PL

Filho primogênito do ex-presidente, o senador do PL lidera a corrida eleitoral de 2026 enquanto enfrenta apurações da Polícia Federal e divergências internas

25 out 2026 - 13h21
Resumo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avançou ao segundo turno das eleições presidenciais de 2026 como herdeiro político de Jair Bolsonaro. Aos 45 anos e com histórico parlamentar no Rio e no Senado, sua campanha lida com investigações da Polícia Federal sobre transações milionárias e atritos internos no PL, marcados pelo distanciamento de Michelle Bolsonaro. Seu histórico reúne ainda a denúncia do caso das "rachadinhas", que acabou anulada por decisões do STJ e do STF.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) consolidou sua posição como o principal representante do bolsonarismo nas Eleições de 2026, avançando ao segundo turno da disputa presidencial. Primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — que cumpre pena em prisão domiciliar —, o parlamentar de 45 anos buscou se firmar como herdeiro político da família, ao mesmo tempo em que lida com o desgaste de investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF). Formado em Direito e com trajetória política iniciada aos 21 anos, ele exerceu quatro mandatos como deputado estadual no Rio de Janeiro até ser eleito para o Senado Federal em 2018 com mais de 4 milhões de votos.

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil / Perfil Brasil

As polêmicas e investigações envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro

A consolidação de sua candidatura ocorreu em meio a desdobramentos judiciais e controvérsias que mobilizaram o cenário político nacional. Entre as apurações recentes da Polícia Federal, destaca-se o caso envolvendo negociações de R$ 130 milhões com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento da cinebiografia "Dark Horse", produção na qual o senador admitiu repasses milionários e contatos com o investidor. Paralelemente, e-mails obtidos pelos investigadores indicaram que o candidato foi cadastrado como "usuário master" da conta de uma empresa pertencente ao advogado Willer Tomaz, o que gerou novos questionamentos sobre eventual participação societária oculta. "Eu fui, sim, ao encontro dele para botar um ponto final nessa história, dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo", argumentou o parlamentar ao defender-se publicamente sobre o caso.

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Bastidores familiares, a disputa interna e os processos anteriores

A indicação do candidato à corrida do Palácio do Planalto provocou rusgas no núcleo familiar e na cúpula do Partido Liberal. Em junho, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tornou pública a divisão interna ao declarar nas redes sociais que havia sido maltratada pelo enteado, recusando-se a ter papel ativo na campanha presidencial dele antes de ser eleita senadora pelo Distrito Federal. Quando oficializou sua escolha pelo pai no final de 2025, o parlamentar discursou em tom de missão: "É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação". O histórico do político contabiliza ainda a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro no esquema das "rachadinhas" na Alerj, processo anulado por decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF) que invalidaram as provas de quebra de sigilo.

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