Delegado da Polícia de SP é preso pela PF por suspeita de esquema de lavagem e corrupção

A suspeita é de que João Eduardo da Silva tenha recebido propina para frear investigações e proteger uma rede criminosa

5 mar 2026 - 10h54
(atualizado às 11h23)
Delegado da Polícia Civil de São Paulo foi preso em uma operação da Polícia Federal
Delegado da Polícia Civil de São Paulo foi preso em uma operação da Polícia Federal
Foto: Divulgação/Polícia Federal

Um delegado da Polícia Civil de São Paulo foi preso na manhã desta quinta-feira, 5, em uma operação da Polícia Federal contra um esquema de lavagem de dinheiro e corrupção. João Eduardo da Silva teria recebido propina para frear investigações e proteger uma rede criminosa que era alvo constante de apurações da corporação. 

A Operação Bazaar, realizada em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), e a Corregedoria da Polícia Civil, é contra um suposto grupo formado por doleiros, operadores financeiros e indivíduos com extenso histórico de lavagem de dinheiro. 

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A organização criminosa teria estruturado um esquema de pagamentos sistemáticos de vantagens indevidas a agentes públicos, para assegurar que os crimes continuariam e evitar que os responsáveis fossem incriminados. 

Além dos pagamentos, eles empregavam artifícios como fraude processual, manipulação de procedimentos investigativos e destruição de provas para assegurar a continuidade das atividades ilegais. 

As ações de João Eduardo da Silva teriam ocorrido entre 2022 e 2023, quando ele era lotado no 16º Distrito Policial, na Vila Clementino. Atualmente, ele está no 35º DP, na Vila Guarani, Zona Sul da capital.

Entre os veículos apreendidos na Operação Bazaar, estão uma Porsche e uma BMW
Foto: Divulgação/Polícia Federal

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, incluindo endereços de unidade policiais, além de 11 mandados de prisão e seis mandados de intimação relativos a medidas cautelares diversas da prisão, direcionados a integrantes da organização criminosa, advogados e policiais civis.

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Entre os itens apreendidos na operação, estão três carros de luxo: uma Jaguar, uma BMW e uma Porsche

Em nota ao Terra, a Polícia Civil de São Paulo informou que determinou a realização de rigorosas apurações administrativas em todas as unidades onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão na Operação Baazar. 

Além disso, a Corregedoria da Polícia Civil também realizará verificações extraordinárias nos atos de polícia judiciária em que os agentes públicos investigados atuaram. 

“As diligências começaram pelo 35º Distrito Policial, na região do Jabaquara, zona sul da capital. A Polícia Civil de São Paulo não compactua com desvios de conduta por parte de seus integrantes e adotará todas as medidas legais e disciplinares cabíveis caso sejam confirmadas quaisquer irregularidades”, finalizou. 

A reportagem também tenta localizar a defesa de João Eduardo. (**Com informações do Estadão Conteúdo)

Fonte: Portal Terra
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