A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, presa na semana passada em uma operação por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), escreveu uma carta da penitenciária e afirmou que sua detenção ocorre "por pura perseguição". Ela também reiterou a sua inocência.
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“Mais uma vez a mãe está enjaulada por pura perseguição e por ser formadora de opinião. Isso já dura mais de cinco anos, afinal até pela morte do Kevin eu fui acusada. Sobre esse processo gostaria de expressar minha indignação, já que nunca fiz parte do crime organizado. Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorários que recebi na época como ADVOGADA)”, escreveu.
Na carta, ditada por ela à sua irmã, Dayanne Bezerra, na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, a influenciadora alega que esse valor foi depositado em sua conta bancária em espécie e não pela transportadora mencionada no inquérito policial.
A investigação teve início com base em bilhetes manuscritos atribuídos à facção, apreendidos em 2019 em um presídio de Presidente Venceslau (SP). Segundo a polícia, os bilhetes tinham ordens internas do PCC e referências a integrantes do alto escalão.
A investigação avançou após uma transportadora ser apontada por ligação ao PCC. A empresa Lopes Lemos Transportes Ltda. funcionava para operar o “branqueamento de recursos ilícitos”. Deolane foi identificada como beneficiária de valores da empresa, e seria uma espécie de “caixa” do crime organizado, segundo a polícia.
“Peço para ser ouvida, assim como foi pedido no momento da prisão. Além do mais, desde o ano de 2022 venho sendo citada em reportagens midiáticas com tons ameaçadores e em momento algum fui chamada para prestar esclarecimentos sobre esse caso. Minha vida é pública, meu endereço é público. Nunca fui ouvida em mais de 4 anos, mas fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto na minha casa e presa sem ter a oportunidade de esclarecer os fatos”, declarou na carta.
Deolane refuta a afirmação de polícia de que possui 37 empresas em seu nome e que isso pode ser comprovado em um “simples pesquisa na junta comercial”. “[É] uma mentira que se tornou verdade de tantas vezes que foi repetida. Fui advogada atuante em centenas de processos e nunca sequer estive presente na Penitenciária de Presidente Venceslau. Já disse muitos NÃOS para manter meus princípios e minha ética”, escreveu.
A advogado e influenciadora também afirma que não é bandida! “Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo próprio suor, que segue de cabeça erguida acreditando na justiça”, complementou.
Ela finaliza a escrita pedindo orações e diz que os seguidores não se arrependerão de prestar seu apoio à ela.
A defesa de Deolane já havia alegado que ela é inocente e fez críticas à operação policial. Em audiência de custódia, foi pedida a liberação da influenciadora, que é mãe e tem uma filha menor de 12 anos. A defesa recorreu ao STF, mas o ministro Flávio Dino negou o pedido de prisão domiciliar.