Nunes Marques manda derrubar canal pró-Lula com 3,4 milhões de seguidores

Presidente acusou TSE de adotar 'decisões tendenciosas'

11 out 2026 - 15h04
(atualizado às 15h37)
Resumo
O presidente do TSE, Nunes Marques, suspendeu o canal de WhatsApp "Exército do Lula", gerido por André Janones e com 3,4 milhões de inscritos, atendendo a pedido de Flávio Bolsonaro sob alegação de disseminação de notícias falsas. A decisão contornou o prazo de manifestação da defesa e gerou forte reação de Lula, que criticou a atuação da Justiça Eleitoral e anunciou recurso do PT para reverter a medida.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou neste domingo (11) a suspensão de um canal pró-Lula com 3,4 milhões de seguidores no WhatsApp.

    O "Exército do Lula" foi criado pelo deputado federal André Janones e tem como objetivo mobilizar e coordenar a militância para atuação nas redes sociais, em meio às mudanças na campanha do presidente para recuperar terreno nas plataformas digitais.

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    Nunes Marques, no entanto, atendeu a um pedido do candidato Flávio Bolsonaro para suspender o canal até a homologação do resultado do segundo turno das eleições, sob a alegação de que o espaço transmitia "conteúdos falsos" contra o filho de Jair Bolsonaro.

    "A mobilização digital é lícita e não constitui objeto desta decisão. O que a norma não tolera é que a estrutura de mobilização seja empregada para fins ilícitos, entre os quais a difusão coordenada de fatos sabidamente inverídicos em desfavor de candidato", escreveu o ministro, que foi indicado por Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    Com a decisão, o presidente do TSE passou por cima do corregedor do tribunal, Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia dado prazo de cinco dias para que Janones e a campanha de Lula se manifestassem sobre o canal.

    O presidente da República, por sua vez, denunciou "decisões tendenciosas" e "intromissões indevidas" por parte da Justiça Eleitoral e que o PT vai recorrer para evitar a derrubada do "Exército do Lula". "Nós não vamos permitir que seja fechado um canal de um deputado que está pedindo para as pessoas votarem em mim", disse o petista durante um comício em São Paulo. .

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