A ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a convocar uma reunião com os comandantes das Forças Armadas para analisar o cenário de segurança brasileira e sua vulnerabilidade diante de um hipotético ataque ao país.
Durante o encontro, o general Tomás Paiva, o almirante Marcos Sampaio Olsen e o brigadeiro Marcelo Damasceno indicaram que o Brasil não dispõe de equipamentos suficientes para exercer capacidade de dissuasão diante de uma operação militar como a realizada pelos Estados Unidos contra a Venezuela em 3 de janeiro, informou nesta sexta-feira (20) o jornal Folha de S.Paulo.
A reunião ocorreu em 15 de janeiro e contou também com a participação do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante Renato Rodrigues Freire, do ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, e do assessor especial para assuntos internacionais, Celso Amorim.
Embora Lula não considere que o Brasil corra risco imediato de um cenário semelhante ao ocorrido na Venezuela, ele pediu aos militares uma avaliação de diferentes hipóteses, de acordo com fontes consultadas pela Folha.
O presidente teria feito questionamentos tanto sobre os riscos de curto prazo quanto sobre cenários futuros, diante da mudança no equilíbrio de defesa regional após a primeira ação militar dos EUA contra um país sul-americano desde 1989.