Instituto em Novo Hamburgo promete cirurgias com extraterrestres

A instituição afirma que os procedimentos podem auxiliar em doenças como câncer, diabetes, Alzheimer, depressão e problemas cardíacos, entre outras condições

10 out 2026 - 08h52
Resumo
Em Novo Hamburgo (RS), o Instituto Klyfon atrai pacientes com a promessa de curas e "cirurgias estelares" sem cortes, supostamente feitas por extraterrestres para tratar males como câncer e depressão. O local oferece sessões gratuitas e individuais pagas, além de fitoterápicos. Embora os fundadores orientem a manutenção do tratamento convencional, o Cremers alerta que práticas espirituais não têm comprovação científica, não curam e jamais devem substituir a medicina tradicional.

Um instituto instalado em uma residência no bairro Rio Branco, em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, atrai dezenas de pessoas semanalmente com a promessa de curas por meio de supostos procedimentos realizados por extraterrestres. Fundado pelo casal Sandro Gabriel de Souza, 54 anos, e Patrícia Cristina de Souza, 51, o Instituto Klyfon se apresenta como um "hospital planetário", onde seres de outros planetas atuariam na recuperação física e emocional dos pacientes.

Foto: Reprodução / Porto Alegre 24 horas

Segundo os responsáveis, as chamadas cirurgias estelares são realizadas sem cortes ou intervenções físicas, por meio de procedimentos no chamado corpo etérico. As sessões duram de três a sete minutos e seriam conduzidas por Wontal, descrito pelo casal como um geneticista extraterrestre. A instituição afirma que os procedimentos podem auxiliar em doenças como câncer, diabetes, Alzheimer, depressão e problemas cardíacos, entre outras condições.

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O instituto oferece atendimentos coletivos gratuitos e sessões individuais que custam entre R$ 250 e R$ 330. Também comercializa produtos fitoterápicos, com preços a partir de R$ 27, além de promover cursos e palestras. Os fundadores afirmam que os procedimentos devem ser complementares aos tratamentos médicos convencionais e que qualquer alteração na medicação precisa de orientação profissional.

Especialistas em ufologia ressaltam que relatos de contatos extraterrestres e mensagens canalizadas não são suficientes para comprovar a origem dessas experiências. Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) afirmou que práticas religiosas, espirituais ou alternativas podem oferecer acolhimento, mas não substituem a assistência médica. O órgão destacou que essas abordagens não têm comprovação científica que permita estabelecer sua eficácia no diagnóstico ou na cura de doenças e alertou que elas não devem interromper nem atrasar tratamentos convencionais.

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