Especialistas avaliam que Lula enfrenta um cenário adverso para virar o segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que liderou a primeira etapa com 47,03% dos votos. A tarefa do petista é dificultada pela perda histórica de vantagem no Nordeste, pelo apoio dos candidatos derrotados ao rival e pelo menor impacto de medidas sociais atuais. Além disso, a alta abstenção entre eleitores de baixa renda e a mobilização reduzida nos estados desfavorecem a reação necessária para superar o senador.
No pleito decisivo à Presidência de 2022, o então candidato à reeleição, Jair Bolsonaro, alcançou um verdadeiro "milagre" eleitoral, segundo o cientista político Rodrigo Mahlmeister, pesquisador da Duke University, na Carolina do Norte (EUA).
Depois da disputa apertada no primeiro turno — cuja diferença fora de 6,1 milhões de votos —, ele conseguiu angariar algo como 7,1 milhões de novos eleitores, sem que seu oponente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acompanhasse seu ritmo, somando 3 milhões de votos a mais.
Bolsonaro elevou seus votos em quase 14% entre os dois turnos, enquanto Lula cresceu só pouco mais de 5%. É o movimento que a campanha do petista almeja fazer agora.
Flávio Bolsonaro venceu o primeiro turno, no domingo (4/10), por 47,03%. Foram dados a ele pouco mais de 56,1 milhões de votos. Lula, por sua vez, teve 45,1%, ou 53,8 milhões de eleitores.
Analistas ouvidos pela BBC News Brasil ao longo desta semana apontam, porém, que essa tarefa será mais difícil para o atual presidente. Primeiro porque o senador do PL deverá receber quase a totalidade dos votos dos outros candidatos derrotados no começo da disputa — que estão mais à direita do que os concorrentes do pleito passado.
Em segundo lugar, porque diversos estudos apontam que os benefícios sociais que Jair Bolsonaro estendeu e até criou, às vésperas de 2022, tiveram impactos eleitorais mais significativos nos resultados da corrida daquele ano do que as medidas adotadas pelo governo Lula agora, como reajustes no Bolsa Família, por exemplo.
Além disso, o petista viu parte da sua base eleitoral no Nordeste, que lhe deu a vitória na eleição passada, migrar, justamente, para a candidatura de Flávio Bolsonaro. A região, de certa forma, se tornou uma espécie de "nova Minas Gerais" para as estratégias eleitorais. Tradicionalmente o candidato à Presidência que vence a eleição em Minas Gerais acaba eleito.
Por fim, especialistas dizem que, se a campanha de Lula almeja convocar eleitores que não foram às urnas no primeiro turno, dificilmente ela terá sucesso, já que trata-se de pessoas de baixa renda para quem a participação na eleição é mais custosa do que ficar em casa.
Flávio já na linha de chegada
Mahlmeister usa a metáfora de uma maratona para ilustrar esse fenômeno: em 2022, Lula entrou no segundo turno ao lado da linha de chegada.
"Bastava um passo adiante e ele vencia", diz.
Foi o que aconteceu. O petista teve 48,43% dos votos no primeiro turno daquele pleito, enquanto Jair Bolsonaro ficou com 43,20%.
O candidato do PL, então, tinha que acelerar o passo para alcançar Lula e, em paralelo, precisava impedi-lo de se mexer. Era a sua única chance de ganhar a corrida.
"Como vimos, ele quase conseguiu. A virada não aconteceu por muito pouco", prossegue o cientista político, lembrando da diferença final, de 2,1 milhões de votos no segundo turno, que foi a mais apertada entre todas as eleições presidenciais desde a redemocratização.
Olhando eleições passadas, os cientistas políticos costumam ver as raras chances de uma virada no segundo turno apenas em casos onde os candidatos vitoriosos no primeiro saíram com margens mínimas de diferença. É por isso que o sprint de Jair Bolsonaro, em 2022, chama a atenção.
"Foi uma façanha que sequer foi totalmente explicada", continua Mahlmeister.
Na eleição de 2018, por exemplo, Fernando Haddad (PT) melhorou muito sua votação entre um turno e outro (ganhou 15,6 milhões de votos, o que significou uma alta de 50%). Porém, não foi suficiente para derrotar Jair Bolsonaro, à época no PSC, que vinha de um desempenho positivo no primeiro turno e ainda ganhou mais 8,5 milhões de votos no segundo (um aumento de 17,2%).
A cena já tinha acontecido, inclusive, no pleito anterior, em 2014, com Aécio Neves (PSDB): ainda que ele tenha crescido seu eleitorado em significativos 46,2% no segundo turno, não conseguiu chegar na então presidente Dilma Rousseff (PT), porque ela também subiu, ainda que em menor intensidade, no mesmo período (25,9%).
Essa diferença dos ritmos de Jair Bolsonaro e de Lula na reta final da eleição de 2022 foi tão grande que o cientista político Murillo Aragão — fundador da consultoria Arko Advice, em Brasília — acredita que não dá para dizer que o atual presidente foi, politicamente, o vencedor daquele pleito.
"Ele não ganhou ali. Foi o Bolsonaro quem perdeu", diz.
"Lula acha que ganhou, que foi reconduzido, revivido, ressuscitado, mas, na verdade, as pessoas só não queriam votar no Jair. Foi o anti-bolsonarismo que prevaleceu".
"Fato é que a situação agora está invertida", diz Jairo Pimentel, também cientista político que leciona na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP-SP) e que dirige a consultoria de dados Quanti.Lab, sediada em São Paulo.
Pelos cálculos de Pimentel, considerando o histórico de eleições presidenciais de dois turnos em boa parte dos países do mundo, além da própria lógica ideológica de transferência de votos dos candidatos derrotados na primeira parte das disputas, Flávio tem 80% de chance de ser eleito no segundo turno.
"Uma das desvantagens de Lula está no fato desses concorrentes serem mais refratários a ele do que na composição da eleição passada", diz, apontando para Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) que, juntos, somaram 7% no primeiro turno. Exceto Santos, todos os outros declararam apoio ao senador do PL.
"Em 2022, os derrotados — embora com críticas ao PT — entregaram mais votos a Lula do que a Bolsonaro no segundo turno", continua. Naquele ano, de fato, Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT) também somaram, juntos, 7% na disputa inicial. Depois, se juntaram à campanha do petista.
Ou seja: é Flávio Bolsonaro (PL) quem já está ao lado da linha de chegada agora, a um passo de vencer, enquanto Lula precisa dar um sprint final e, ao mesmo tempo, evitar que o senador se mova minimamente. "Em tese, ele teria que repetir o 'milagre' de Bolsonaro", define Mahlmeister.
As primeiras pesquisas de intenção de voto no segundo turno indicam uma vantagem de três pontos, em média, para Flávio Bolsonaro, segundo o agregador da BBC News Brasil.
Os números "animaram muito" a campanha de Lula, disse à BBC News Brasil uma fonte da equipe do petista que não quis se identificar. Segundo a mesma fonte, havia uma expectativa interna de que a diferença entre os dois seria maior nas sondagens iniciais, sem contar o fato de que, pelos dados do Datafolha publicados na quinta-feira (8/10), 6% do eleitorado diz poder mudar a escolha até o dia 25.
A campanha de Flávio não respondeu aos pedidos de entrevista da BBC News Brasil.
Fim do estoque de benefícios sociais
O primeiro motivo para a dificuldade em repetir a façanha, observa Mahlmeister, é que os benefícios concedidos pelo então presidente Jair Bolsonaro às vésperas do pleito de 2022 foram muito maiores e, por consequência, muito mais impactantes eleitoralmente, do que os que Lula entregou nos últimos meses.
Em julho daquele ano, dias antes do início da disputa, Jair Bolsonaro anunciou que o governo reajustaria em 50% o piso do Auxílio Brasil, nome dado à época ao Bolsa Família. O valor recebido pelos beneficiários passou de R$ 400 para R$ 600 já naquele mês de agosto, em caráter transitório, até dezembro.
Na prática, a elevação fez o orçamento do auxílio dobrar: de R$ 38,3 bilhões previstos em 2021 para R$ 89 bilhões em 2022. O aumento já aparecia nas previsões de alta dos gastos públicos na metade do ano anterior.
No seu programa de televisão, na campanha, Bolsonaro ainda prometeu que elevaria novamente o valor do Auxílio Brasil caso fosse reeleito, para R$ 800, embora apenas por um período específico e só para os beneficiários que se inserissem no mercado de trabalho.
Não era o primeiro movimento de Bolsonaro sobre o projeto. Em janeiro daquele ano, o então Ministério da Cidadania havia adicionado, de uma vez, cerca de três milhões de novas famílias no Cadastro Único, a base do Auxílio Brasil que, com essa inclusão, passou a atender 17,5 milhões de lares.
Na verdade, Bolsonaro passou parte daquele ano oferecendo novos benefícios sociais, como o Auxílio Gás, por exemplo, aprovado no Congresso no fim de 2021 e cujo primeiro pagamento fora feito em fevereiro de 2022 para cerca de 5,5 milhões de famílias.
Meses depois, ele assinou duas Medidas Provisórias (MP) que elevaram o valor desse auxílio e ainda criaram outros dois, destinados a taxistas e a motoristas de caminhão. A lei criava um depósito de R$ 1 mil por mês, até o fim daquele ano, para trabalhadores de ambas as categorias. O impacto nos cofres públicos foi de R$ 10,9 bilhões.
"Todos esses benefícios, muito mais generosos que os de Lula em 2026, começaram a chegar às pessoas no meio da campanha", nota Mahlmeister.
"Isso fez com que Bolsonaro fosse ganhando votos de um eleitorado mais sensível aos programas sociais. Embora uma parte razoável desse público não gostasse dele e até reprovasse sua gestão, ainda assim fez uma escolha pragmática no segundo turno [por Jair]".
Esse empenho de Bolsonaro também se viu no redesenho que seu governo fez no próprio Auxílio Brasil, passando a permitir que cada pessoa fosse contabilizada individualmente como beneficiária do programa. No modelo tradicional do Bolsa Família, que vigorava desde 2003, o pagamento era destinado unicamente à família cadastrada, e não a cada membro.
"A gente começou a ver pai e mãe ganhando R$ 600 cada um. Ou seja, a casa tinha uma renda de R$ 1,2 mil do auxílio. Antes, o piso se destinava à composição familiar", conta a economista Laura Müller Machado, que leciona no Insper, na capital paulista, e que foi Secretária de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, no governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), em 2022.
Na análise de Mahlmeister, Lula conta com uma margem muito menor de conquista de novos eleitores entre os beneficiários de programas sociais, justamente porque ele já possui uma base fortemente consolidada neste grupo, ao contrário de Bolsonaro que, em 2022, tinha espaço para crescer entre esse eleitorado.
Há quatro meses, os cientistas políticos Fernando Meireles, Bruno Schaefer (ambos da UERJ) e Sergio Simoni Jr. (USP) publicaram um artigo acadêmico mostrando, entre outras coisas, que, em 2022, Jair Bolsonaro aumentou seus votos em 31%, em relação a 2018, em cidades cujo número de beneficiários do Bolsa Família era maior.
Eles também apontam que, nos lugares onde esses novos benefícios tiveram mais efeitos sobre a vida da população, a desaprovação dele presidente caiu imediatamente nas pesquisas.
Antes do primeiro turno de 2026, vale dizer, as pesquisas indicavam que pelo menos metade (53%, segundo dados de setembro do Datafolha) dos beneficiários do Bolsa Família tinha intenção de votar em Lula. No caso de Flávio Bolsonaro, esse número caía para 28%.
Na sexta-feira (9/10), o governo anunciou a permanência da desoneração de impostos sobre a gasolina e o etanol, além de flexibilizar tributação sobre o diesel. Antes, na metade de setembro, Lula fez o primeiro reajuste no piso do Bolsa Família desde 2022, em 15%, passando-o de R$ 600 para R$ 691.
"Não foi suficiente", sentencia Mahlmeister.
"Basta lembrar que, em 2022, muitos prefeitos estavam fazendo mutirão em suas cidades para colocar mais gente no Cadastro Único. Eles queriam que a renda do Auxílio Brasil turbinado chegasse logo nas pessoas."
Nordeste como 'nova Minas'?
Os efeitos dos benefícios sociais também podem ser vistos, de certa forma, olhando com mais profundidade para os dados eleitorais do Nordeste.
É um consenso entre especialistas que os votos oriundos da região foram decisivos para a vitória de Lula em 2022. No primeiro turno daquele pleito, o atual presidente foi escolhido por 66,7% dos eleitores nordestinos, o que lhe garantiu uma diferença absoluta de 12,9 milhões de votos em relação a Jair Bolsonaro na região.
Na prática, foi esse desempenho no Nordeste que permitiu ao petista manter uma diferença significativa de 10,96 pontos de vantagem para Bolsonaro. Sem ela, Lula teria ficado matematicamente em segundo lugar no cômputo final — e provavelmente teria perdido a eleição.
No segundo turno de 2022, vale dizer, sua vitória foi ainda maior na região: 22,5 milhões de votos para ele contra 9,9 milhões de Bolsonaro.
Mas, em 2026, o petista viu um fenômeno inédito: ele desidratou nos Estados nordestinos em paralelo ao crescimento expressivo de Flávio nesses mesmos colégios eleitorais: dos 3,4 milhões de votos a menos que o atual presidente teve nacionalmente em comparação ao pleito anterior, 8% deles foram perdidos, justamente, no Nordeste.
Ao mesmo tempo, o senador do PL melhorou o desempenho na região, em relação ao seu pai, na eleição de 2022, em 32%. Foi onde o bolsonarismo mais cresceu.
"Lula perdeu votos para um eleitor pendular, que vai para um lado ou para o outro a depender dos ventos. Trata-se de um fenômeno nacional, mas que, nessa eleição, aconteceu com mais peso no Nordeste [em favor de Flávio]", explica Jairo Pimentel, da FESP-SP.
O Nordeste surge, então, como uma espécie de Minas Gerais — o Estado onde, desde a redemocratização, o candidato presidencial que consegue mais votos se elege para o Palácio do Planalto. Hoje, ele seria Flávio Bolsonaro, que somou 48,2% dos votos "mineiros" no primeiro turno.
O desafio, para o candidato do PL, será sustentar esse eleitorado que conquistou na região no primeiro turno — o melhor desempenho de um Bolsonaro ali na história. Para Lula, por sua vez, além de não perder mais nenhum voto, será o de tentar ainda crescer entre esses eleitores que, no passado, garantiram mandatos a ele e a seus aliados (Dilma Rousseff chegou a 27 milhões de votos em 2014 no Nordeste, por exemplo).
Para Pimentel, se por um lado o alinhamento eleitoral nordestino a Lula já é parte de um "processo histórico" do Brasil, resultado dos impactos das políticas encabeçadas pelo presidente na região durante seus mandatos, por outro, o voto do Nordeste não é em nada ideológico.
"Ele é muito menos de esquerda e muito mais aderente à figura de Lula. Sem ele, tudo fica uma incógnita".
"Mas, desde 2018, a chance que Lula tem de ganhar uma eleição está largar com uma grande vantagem no Nordeste. É o seu requisito fundamental", segue Rodrigo Mahlmeister, da Duke University.
"O problema", complementa ele, "é que nesse mandato houve muita frustração. Os dados macroeconômicos não foram tão ruins, mas tampouco houve uma ascensão social muito forte. O custo de vida segue altíssimo, porque os preços não voltaram ao nível pré-pandemia. As pessoas sentem que a vida piorou. Isso joga contra ele".
Reverter a abstenção
Uma das estratégias aventadas pela equipe de Lula para tentar virar o resultado da eleição, daqui em diante, é convocar quem não compareceu às urnas no primeiro turno. Eles somaram 21,1% do eleitorado, praticamente o mesmo número de 2022 (20,9%).
O cientista político Jairo Nicolau, professor da Escola de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV-CPDOC), no Rio de Janeiro, calcula que a abstenção de agora foi maior no Sudeste (22,7%) e no Centro-Oeste (21,7%), e teve mais força em cidades pequenas, sobretudo dessas duas regiões.
Foi o inverso do Nordeste, justamente onde Flávio Bolsonaro cresceu e Lula retraiu: além de ter a menor taxa de abstenção do país (18,4%), a região ainda viu 1,4 milhão de eleitores a mais comparecer às urnas em comparação a 2022.
O ponto, segundo Nicolau, é que há dois perfis específicos de eleitores que não foram votar no domingo: jovens que, embora sejam obrigados pela lei, decidem se abster de ir à seção eleitoral, e idosos de baixa escolaridade, para quem o custo do deslocamento — tanto físico quanto financeiro — é maior do que o de não participar da eleição.
"Uma campanha que queira ampliar sua votação mobilizando quem faltou na eleição deve olhar para os grupos que sejam, ao mesmo tempo, numerosos entre os que se abstiveram e favoráveis ao seu candidato", explica Nicolau.
"Para Lula, dois grupos preenchem esses requisitos: as mulheres jovens e as idosas. Para Flávio, os homens jovens", completa ele.
O problema da campanha de Lula, segundo Pimentel, da Quanti.Lab, fica mais nítido ao se debruçar sobre o perfil socioeconômico do público lulista que se absteve de votar.
"É um eleitor mais pobre, de baixa escolaridade e que depende de programas sociais. Para ele, é mais barato não ir, porque a penalidade é 'pequena'. Sem contar que ele é, de fato, um sujeito mais alienado da política", admite.
Já para o grupo que tende a votar mais em Flávio Bolsonaro — do Sudeste, justamente onde a abstenção foi maior, por exemplo —, o custo de não participar do pleito é mais decisivo.
"É uma classe média que, se não vota, terá dificuldades para tirar passaporte, para participar de concursos públicos. Ela sabe que é melhor comparecer para evitar esse tipo de dor de cabeça depois".
"Em outras palavras, a abstenção favorece a candidatura de Flávio".
Soma-se a isso, ainda, o fato de a maioria das unidades da Federação ter resolvido seus pleitos majoritários já no primeiro turno.
Apenas cinco Estados (Espírito Santo, Amazonas, Rio Grande do Norte, Acre e Tocantins), além do Distrito Federal, vão passar por uma nova eleição no dia 25 — o que, para Mahlmeister, é um indicativo de que a abstenção deve aumentar ainda mais.
"Os governadores que venceram não vão mobilizar os eleitores. Isso teve peso importante em 2022, quando sobraram 12 palanques estaduais no segundo turno".
Reunindo os efeitos dos benefícios sociais, as mudanças do Nordeste e as dinâmicas da abstenção, a probabilidade, apontam os especialistas, é que Flávio Bolsonaro seja, de fato, eleito no dia 25.
"Lula até vai ganhar alguma coisa [de votos], mas o Flávio ganhará mais. É isso que será decisivo", finaliza Pimentel.
*Com a colaboração de Rute Pina