Flávio e Lula se preparam para o primeiro debate uma semana antes do 2º turno

18 out 2026 - 14h36
(atualizado às 14h37)
Resumo
A uma semana do segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro se preparam para o primeiro debate na Band em meio a atos de apoiadores em capitais brasileiras. Com o senador ligeiramente à frente nas pesquisas, ambos miram os 33 milhões de eleitores que se abstiveram na etapa inicial. A reta final da disputa ganhou tensão com acusações da campanha de Lula de que a Meta restringiu seu perfil e favoreceu o rival no Instagram e WhatsApp, denúncia refutada pela empresa, que alegou falhas técnicas globais.

Apoiadores realizaram atos ‌em prol dos candidatos à presidência do Brasil neste domingo, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro se preparavam para seu primeiro debate televisionado, faltando apenas uma semana para o fim da campanha.

Multidões pró-Bolsonaro, vestidas com ⁠as cores nacionais do Brasil -- verde, amarelo e azul --, lotaram a ‌Avenida Paulista, em São Paulo, e o candidato apareceu em um carro alegórico antes de proferir um discurso.

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Apoiadores de ‌Lula, vestidos de vermelho -- cor simbólica do ‌Partido dos Trabalhadores --, lotaram a praça dos prédios do ⁠governo em Brasília, enquanto estudantes que apoiam o presidente protestaram contra Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro.

As pesquisas mostram uma disputa acirrada para o segundo turno de 25 de outubro, com Flávio mantendo uma ligeira vantagem após terminar quase 2 pontos percentuais ‌à frente de Lula no primeiro turno da eleição, em 4 ‌de outubro.

Ambos os ⁠candidatos esperam conquistar ⁠os 33 milhões de eleitores que ficaram em casa no primeiro turno, ⁠o que equivale a cerca ‌de um em cada ‌cinco eleitores qualificados.

O debate em São Paulo está marcado para começar às 20h e será transmitido pela emissora Band. O último debate do primeiro turno foi cancelado de última ⁠hora, depois que Lula e Flávio desistiram de participar.

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Antes um marco da democracia brasileira após o fim da ditadura militar de 21 anos no país, em 1985, os debates presidenciais televisionados perderam relevância à medida ‌que os principais candidatos passaram a optar cada vez mais por não participar.

Uma polêmica sobre se as plataformas da Meta, que ⁠incluem o Facebook e o Instagram, trataram os dois candidatos de forma igualitária trouxe nova tensão aos últimos dias da campanha.

A coalizão de Lula afirmou que sua conta no Instagram e suas publicações foram restringidas, e o jornal local Folha de S.Paulo divulgou mensagens internas de funcionários da Meta que admitiam essas restrições e afirmavam que a plataforma havia recomendado o perfil de Flávio e seu canal no WhatsApp aos usuários.

A Meta afirmou ter enfrentado problemas técnicos globais, mas negou qualquer viés político. "Qualquer sugestão de que a Meta favoreça um lado é falsa", disse a empresa.

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