O presidente do STF, Edson Fachin, marcou para o dia 23 o julgamento sobre a conduta de André Mendonça no caso Banco Master e manteve para a próxima terça-feira a análise sobre Alexandre de Moraes, negando o pedido deste para unificar as sessões. Moraes é alvo após relatório divulgado por Mendonça apontar mensagens suas com o banqueiro Daniel Vorcaro sobre investigações. Já a ação contra Mendonça avalia acusações feitas por Moraes de suposto abuso de poder na condução do processo.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, marcou neste sábado o julgamento sobre a conduta do ministro André Mendonça como relator do caso do Banco Master na corte para o dia 23 e manteve a análise sobre o envolvimento do ministro Alexandre de Moraes com o Master para a próxima terça-feira.
Em sua decisão, Fachin negou o pedido de Moraes para que ambos os casos fossem analisados pelo plenário na próxima terça-feira.
O presidente do STF argumentou que o julgamento apenas do caso de Moraes no dia 15 "assegura a precisa delimitação do objeto da deliberação deste Tribunal, viabilizando a apreciação de matéria cujo contraditório e elucidação preliminar já se terá aperfeiçoado, sem prejuízo do posterior exame das questões afetas à Pet 16.704 (que trata sobre Mendonça)".
O julgamento da petição sobre Moraes refere-se a relatório da PF tornado público por Mendonça, produzido a pedido do magistrado, que implica, ao longo de 218 páginas, Moraes e outras autoridades em uma série de condutas com o banqueiro Daniel Vorcaro e pessoas próximas a ele.
Foram reveladas trocas de mensagens entre Moraes e Vorcaro nas quais o banqueiro teria questionado se o ministro poderia reverter investigações contra ele.
Já a petição sobre Mendonça diz respeito à alegação de Moraes de que o colega teria cometido abuso de poder e crime de responsabilidade ao, na visão de Moraes, direcionar investigações contra ele como relator do caso Master no STF.