A Polícia Civil detalhou as violentas práticas de cobrança de uma organização criminosa que motivaram as prisões preventivas da Operação Playboy, realizada nesta quinta-feira (21/05). A apuração dos policiais civis descobriu que usuários de drogas em débito financeiro com os traficantes eram submetidos a severas sessões de tortura física na cidade de São José do Norte.
De acordo com o Delegado Rafael Patella, os atos de violência eram filmados pelos executores das agressões, gerando arquivos de vídeo com duração superior a quatro minutos. As gravações eram posteriormente enviadas aos líderes do esquema criminoso como uma espécie de prestação de contas dos serviços prestados na rua.
As ordens para as agressões e a gestão do tráfico de drogas partiam do interior da Penitenciária Estadual de Rio Grande (PERG), onde ordens de busca foram cumpridas em uma das celas. Os alvos das ações violentas concentravam-se nos bairros populosos de Tamandaré e Canastreiro, territórios disputados pela organização.
A ofensiva policial encerrou-se com sete prisões preventivas executadas, incluindo o detido apontado como fornecedor das substâncias ilícitas, e dez mandados de busca cumpridos. O material coletado, composto por celulares e papéis com anotações, reforçará os autos do processo sobre os crimes cometidos em 2025.
PC.