A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) emitiu nesta quinta-feira, 26, a licença ambiental que autoriza o início das obras do trecho 3 do Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte. O trecho deve atravessar os municípios de Campinas, Jundiaí, Louveira, Vinhedo e Valinhos, com 43,9 quilômetros de extensão.
A autorização permite o início das intervenções em campo, incluindo instalação de canteiros de obras, preparação do terreno, serviços de terraplenagem, contenções e obras de infraestrutura ao longo do traçado ferroviário, informou a Cetesb.
"Este é um momento aguardado há décadas e marca um avanço na mobilidade do Brasil, de forma moderna e com padrões inéditos no país", afirmou Pedro Moro, diretor-presidente da TIC Trens.
Segundo a concessionária, as frentes de trabalho serão implantadas de forma faseada e avançarão de forma gradual - inicialmente, no trecho entre Campinas e Jundiaí e, em etapa posterior, em direção à capital.
O TIC Eixo Norte prevê a ligação entre São Paulo e Campinas em um trajeto de aproximadamente 101 quilômetros, com tempo estimado de 64 minutos e velocidade de até 140 km/h, conforme informações do projeto divulgada pelo governo do Estado.
A TIC Trens aponta que a expectativa é atender cerca de 672 mil passageiros por dia e beneficiar diretamente 11 municípios ao longo do eixo. O projeto está estruturado em três serviços integrados:
- Trem Intercidades (TIC): serviço expresso entre São Paulo e Campinas, tem operação prevista para iniciar em 2031;
- Trem Intermetropolitano (TIM): ligação entre Jundiaí e Campinas terá tempo estimado de cerca de 33 minutos, com paradas em Louveira, Vinhedo e Valinhos, e previsão de operação a partir de 2029;
- Linha 7-Rubi modernizada: reforma para ser a base do sistema ferroviário Eixo Norte. A TIC Trens não informou a previsão de finalização da obra.
A emissão da licença ocorre após análise técnica detalhada dos estudos ambientais e do cumprimento das exigências previstas na legislação. "O licenciamento ambiental garante que obras dessa complexidade avancem com planejamento, mitigação de impactos e acompanhamento contínuo", afirmou o diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo.
Além de ampliar a oferta de transporte sobre trilhos, o projeto deve contribuir para a redução da dependência do transporte rodoviário no eixo entre São Paulo e Campinas, com potencial de aliviar o tráfego em rodovias como Anhanguera e Bandeirantes.
"A implantação também tende a impulsionar o desenvolvimento urbano nas cidades atendidas, com potencial de atrair novos investimentos e reorganizar o crescimento ao longo do eixo ferroviário", acrescentou Toledo.