Traição Familiar em Porto Alegre: Policial Penal é denunciado pelo MPRS por desvio de R$ 8 milhões em ouro

Promotoria aponta que investigado usou relação de proximidade com avô e tios idosos para furtar acervo de moedas e relógios acumulado desde a década de 1950.

5 out 2026 - 16h45
Resumo
O MPRS denunciou um policial penal e três comparsas por furtar R$ 8,87 milhões em ouro e relógios de luxo de parentes idosos em Porto Alegre. Valendo-se da confiança familiar, o agente subtraiu 17,5 kg de ouro e relógios, substituindo-os por réplicas para ocultar o crime cometido em 2024. O grupo, que inclui a companheira do policial, um comerciante e um leiloeiro, responderá por furto, associação criminosa e lavagem de ao menos R$ 1,6 milhão. O principal investigado teve prisão preventiva decretada.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) formalizou uma denúncia criminal contra um policial penal de 31 anos e outras três pessoas envolvidas em um esquema de furto e lavagem de dinheiro em Porto Alegre. De acordo com a Promotoria de Justiça Especializada Criminal, o crime teve como alvo o avô e os tios do próprio agente, idosos que mantinham guardado em residência particular um valioso acervo de ouro e relógios de grife.

Foto: imagem ilustrativa / Magnific / Porto Alegre 24 horas

Os desvios ocorreram no segundo semestre de 2024. O patrimônio subtraído incluiu cerca de 17,5 quilos de ouro — avaliados à época em R$ 7,8 milhões — e seis relógios de luxo estimados em R$ 1 milhão, totalizando um prejuízo de aproximadamente R$ 8,87 milhões. O inquérito revelou que o policial conhecia detalhadamente o esconderijo dos bens, tendo inclusive auxiliado pessoalmente no transporte e pesagem do material em 2023, quando um dos familiares mudou de endereço.

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Para evitar que o crime fosse descoberto rapidamente, o denunciado adotou uma estratégia meticulosa: substituiu as moedas de ouro originais por moedas falsas e trocou quatro relógios autênticos por réplicas. Com acesso livre ao imóvel por meio de chaves, controle de portão e autoridade perante funcionários, o policial agia sem levantar suspeitas, valendo-se da total confiança depositada por seus familiares diretos.

Além do policial penal, a denúncia alcança sua companheira de 37 anos, um comerciante de 65 anos especializado em metais preciosos e um leiloeiro oficial de 42 anos. O grupo é acusado de integrar uma associação criminosa voltada à comercialização dos itens ilícitos e à lavagem de pelo menos R$ 1,6 milhão em recursos obtidos nas negociações. O principal investigado teve a prisão preventiva decretada em setembro de 2026 pelo MPRS com o apoio do GAECO.

MPRS.

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