A investigação sobre a morte da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, em Florianópolis (SC), revelou que os suspeitos começaram a usar o dinheiro da vítima logo após o crime.
Segundo a Polícia Civil, utilizando cartões e dados pessoais de Luciani, os envolvidos fizeram diversas compras pela internet, adquirindo itens como arco de besta, controles de videogame, celulares, televisão, suplementos e até armas de airsoft. O rastro deixado pelas transações ajudou os investigadores a identificar e prender os suspeitos em menos de 72 horas.
Até o momento, três pessoas foram presas. Entre elas está a administradora da pousada onde a vítima morava, na Praia dos Ingleses, em Florianópolis. Um casal também foi detido pela Polícia Rodoviária Federal em Gravataí (RS) enquanto tentava fugir em direção ao Rio Grande do Sul.
A principal linha de investigação aponta para latrocínio, roubo seguido de morte. Conforme a polícia, o crime pode ter sido planejado por pessoas próximas à vítima, já que os suspeitos tinham acesso ao apartamento onde ela vivia.
Parte do corpo de Luciani foi encontrada em um córrego no município de Major Gercino, a cerca de 130 quilômetros da capital catarinense, e reconhecida pela família. De acordo com os investigadores, os restos mortais foram levados até o local e descartados em pacotes após o crime.
As buscas continuam na região para localizar outras partes do corpo, enquanto os suspeitos permanecem presos e negam participação no assassinato.