A suspeita de um caso grave de síndrome do bebê sacudido mobiliza a Polícia Civil e a comunidade médica de Porto Alegre nesta semana. Um menino de um ano de idade perdeu a vida no domingo, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), onde deu entrada na última sexta-feira. O paciente permaneceu sob cuidados intensivos na UTI Pediátrica, mas não resistiu à gravidade das lesões cerebrais apresentadas.
A síndrome apontada no boletim médico do hospital é provocada por chacoalhões ou movimentos bruscos e violentos, que causam danos severos à estrutura cerebral em desenvolvimento de bebês. Diante do diagnóstico clínico que sugere agressão física intencional ou negligência grave, o caso foi imediatamente encaminhado para as autoridades especializadas em proteção infantil da capital.
Conduzido pela 2ª Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), o procedimento investigativo busca reconstituir a rotina e os últimos momentos do bebê antes da internação. Até o momento, a linha de apuração aponta para a conduta de um terceiro encarregado de cuidar do menino, afastando a possibilidade inicial de envolvimento dos pais biológicos no episódio.
Segundo declarações da delegada titular Sabrina Teixeira, a equipe policial realiza diligências contínuas, sem novas atualizações públicas para preservar o andamento dos trabalhos. O esclarecimento final sobre a mecânica do trauma e a consequente tipificação do crime dependem estritamente da liberação dos laudos periciais solicitados aos peritos médicos.