O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB) anunciou, na noite desta terça-feira, 4, que manterá, por tempo indeterminado, a greve nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) da Região Metropolitana de São Paulo.
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A expectativa é de que a categoria se reúna novamente na tarde da próxima quarta-feira, 5, para decidir a continuidade da greve, que começou à 0h desta terça-feira, 4. A categoria pede garantia formal de manutenção de empregos após a concessão das linhas à iniciativa privada.
Antes da nova decisão, às 18h, os ferroviários deram prazo de uma para que o Governo de São Paulo apresentasse uma nova proposta. Além da manutenção dos postos de trabalho, a categoria também reivindica a reestatização das três linhas, que passaram da CPTM à TriviaTrens.
De acordo com os grevistas, 2,3 mil trabalhadores correm o risco de perder o emprego caso os profissionais não sejam reabsorvidos quando a atividade voltar a ser controlada pela concessionária.
No mês passado, após um incêndio em um vagão da linha 12-Safira, a operação retornou temporariamente para a CPTM por um período de 90 dias, por determinação do Governo de São Paulo.
Em nota divulgada às 18h24, o Governo do Estado afirmou que assumiu o compromisso de não fazer nenhuma demissão durante o período de realocação de funcionários da CPTM, e que a paralisão ocorre por decisão unilateral do sindicato, com justificativas baseadas em desinformação.
“A greve nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade foi decretada pelo sindicato mesmo após o compromisso do Governo de São Paulo de não fazer nenhuma demissão durante o período de realocação de funcionários da CPTM. A paralisação ocorre por decisão unilateral do sindicato, com justificativas baseadas em desinformação e prejuízos a quase 1 milhão de passageiros que usam as três linhas diariamente. Ao longo de todo o dia, a greve também afeta o trânsito na capital, com rodízio suspenso e pico de congestionamento de mais de 720 km pela manhã”, diz o governo.
Já os ferroviários alegam que o o governo paulista não apresentou garantia concreta por escrito da manutenção dos postos de trabalhos de todos os funcionários da CPTM e que, por isso, decidiram manter a greve.
Nas redes sociais, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) diz que a greve é 'resultado unicamente de instrumentalização política', chamou a paralisão de 'baderna' e que ela 'não vai intimidar o governo'.
Nosso compromisso é com quem acorda cedo todos os dias e precisa de um transporte público confiável para chegar ao trabalho, estudar, ir a uma consulta ou realizar um exame. A greve de hoje é resultado unicamente de instrumentalização política para prejudicar o passageiro e o…
— Tarcísio Gomes de Freitas (@tarcisiogdf) August 4, 2026
"Não vamos permitir que o cidadão seja refém, que seja usado mais uma vez como instrumento de pressão. Não é por acaso que determinados eventos ocorram em ano de eleição. Seguiremos em frente e, não custa lembrar, as linhas concedidas estão operando normalmente", disse o governador.