Sindicato decide manter greve por tempo indeterminado nas linhas 11, 12 e 13 da CPTM em SP

Decisão foi anunciada na noite desta terça-feira, 4, pelo Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil (STEFZCB);

4 ago 2026 - 19h41
(atualizado às 20h08)
Greve na CPTM provoca caos no transporte e causa superlotação em trens, ônibus e metrô
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O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB) anunciou, na noite desta terça-feira, 4, que manterá, por tempo indeterminado, a greve nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) da Região Metropolitana de São Paulo

A expectativa é de que a categoria se reúna novamente na tarde da próxima quarta-feira, 5, para decidir a continuidade da greve, que começou à 0h desta terça-feira, 4. A categoria pede garantia formal de manutenção de empregos após a concessão das linhas à iniciativa privada. 

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Antes da nova decisão, às 18h, os ferroviários deram prazo de uma para que o Governo de São Paulo apresentasse uma nova proposta. Além da manutenção dos postos de trabalho, a categoria também reivindica a reestatização das três linhas, que passaram da CPTM à TriviaTrens. 

De acordo com os grevistas, 2,3 mil trabalhadores correm o risco de perder o emprego caso os profissionais não sejam reabsorvidos quando a atividade voltar a ser controlada pela concessionária. 

No mês passado, após um incêndio em um vagão da linha 12-Safira, a operação retornou temporariamente para a CPTM por um período de 90 dias, por determinação do Governo de São Paulo.

Movimento de passageiros na plataforma da Estação da Luz, na região central da cidade de São Paulo, nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026. Funcionários das linhas 11-Coral, 12- Safira e 13-Jade atualmente operadas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), entraram em greve à 0h desta terça-feira, 4
Movimento de passageiros na plataforma da Estação da Luz, na região central da cidade de São Paulo, nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026. Funcionários das linhas 11-Coral, 12- Safira e 13-Jade atualmente operadas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), entraram em greve à 0h desta terça-feira, 4
Foto: FELIPE MARQUES/ZIMEL PRESS / Estadão

Em nota divulgada às 18h24, o Governo do Estado afirmou que assumiu o compromisso de não fazer nenhuma demissão durante o período de realocação de funcionários da CPTM, e que a paralisão ocorre por decisão unilateral do sindicato, com justificativas baseadas em desinformação. 

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“A greve nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade foi decretada pelo sindicato mesmo após o compromisso do Governo de São Paulo de não fazer nenhuma demissão durante o período de realocação de funcionários da CPTM. A paralisação ocorre por decisão unilateral do sindicato, com justificativas baseadas em desinformação e prejuízos a quase 1 milhão de passageiros que usam as três linhas diariamente. Ao longo de todo o dia, a greve também afeta o trânsito na capital, com rodízio suspenso e pico de congestionamento de mais de 720 km pela manhã”, diz o governo.

Já os ferroviários alegam que o o governo paulista não apresentou garantia concreta por escrito da manutenção dos postos de trabalhos de todos os funcionários da CPTM e que, por isso, decidiram manter a greve. 

Nas redes sociais, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) diz que a greve é 'resultado unicamente de instrumentalização política', chamou a paralisão de 'baderna' e que ela 'não vai intimidar o governo'. 

"Não vamos permitir que o cidadão seja refém, que seja usado mais uma vez como instrumento de pressão. Não é por acaso que determinados eventos ocorram em ano de eleição. Seguiremos em frente e, não custa lembrar, as linhas concedidas estão operando normalmente", disse o governador. 

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Fonte: Portal Terra
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