Seguindo tradição do avô e sem usar agrotóxicos, ele colheu batatas-doces gigantes

Edivaldo Rodrigues conta ser um apaixonado pela vida na roça, não usa ‘veneno’ em seus alimentos e colheita alimenta toda a família

6 fev 2026 - 04h58
'Edivaldo do agro' conta com mais de 60 mil seguidores nas redes sociais, onde compartilha sua rotina na roça
'Edivaldo do agro' conta com mais de 60 mil seguidores nas redes sociais, onde compartilha sua rotina na roça
Foto: Arquivo Pessoal

Um agricultor do Espírito Santo viralizou na última semana após colher batatas-doces gigantes, com mais de 5 kg, cerca de 17 vezes o peso médio do tubérculo. O responsável pela façanha é Edivaldo Rodrigues, de 61 anos. “Vou te falar uma coisa, foi incrível. Eu sempre colho batatas de um quilo, dois quilos. Mas acima de cinco quilos foi a primeira vez”, contou ao Terra.

O agricultor, que começou a trabalhar na roça aos 11 anos com o pai, hoje cuida da própria terra, uma propriedade em Viana, na região da Grande Vitória. Lá, Edivaldo planta de tudo e não utiliza agrotóxicos. Sua colheita serve de alimento para toda a família.

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Segundo ele, três unidades de batata-doce se destacaram: duas com cerca de 5 kg e outra com 7,15 kg. Como, por enquanto, a produção é destinada ao consumo próprio, ele levou as batatas-doces para “passear” quando saiu para fazer compras e acabou doando duas delas. A maior, no entanto, permaneceu em casa.

Para ele, a colheita generosa foi resultado da combinação entre entre a boa qualidade da terra de seu terreno e a tradição herdada de plantar conforme as fases da lua.  “Meu avô morreu quando tinha 97 anos. Ele trabalhou a vida toda na roça. Meu pai hoje tem 77 anos, é produtor de café e acompanha a lua pra tudo. Eles me ensinaram assim”, contou.

Edivaldo não concluiu os estudos, e tudo que sabe aprendeu no dia a dia da roça com sua família
Foto: Arquivo Pessoal

A interferência das fases da lua no plantio é uma forte crença popular, mas é um assunto controverso – sem comprovação científica específica. Mesmo assim, Edivaldo está entre os que confiam nessa prática. Ele, por exemplo, só planta coisas que ficam "debaixo da terra" na lua minguante, como mandioca, batata, inhame e até amendoim.

No sítio, ele vive com a esposa. Apesar de morarem em uma região mais afastada, mantêm contato diário com outras pessoas interessadas em plantio e vida na roça por meio das redes sociais. Todos os dias, Edivaldo compartilha vídeos mostrando sua rotina e, com a repercussão dos conteúdos, já passou a ser monetizado em algumas plataformas.

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O vídeo colhendo as batatas-doce gigantes, por exemplo, teve mais de 30 mil curtidas apenas no Instagram. Confira:

Fonte: Portal Terra
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