O advogado Lucas Lopes, de 30 anos, encontrado morto com sinais de violência em São Paulo, era formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, tinha feito mestrado em Direitos Humanos e cursava doutorado na Universidade de São Paulo (USP). Ele morava em Campinas e era PCD (pessoa com deficiência).
Lopes estava desaparecido desde a madrugada de sábado, 1º. O corpo dele foi localizado em uma estrada de terra no Distrito Industrial Luiz Torrani, em Mogi Mirim, no interior paulista. Uma das linhas de investigação da polícia é de que o advogado tenha sido vítima de crime de ódio.
Orientadora do doutorando, a professora doutora Eunice Aparecida de Jesus Prudente, da Universidade de São Paulo (USP), afirmou ao Estadão que o jovem estava se preparado para prestar concurso no Ministério Público. A educadora cobra esclarecimentos do crime e relata a revolta com a morte do aluno.
Eunice revela ainda que conheceu o advogado em 2024, quando participou da banca dele no mestrado. Em 2025, ele retornou à universidade para o doutorado. "Ele é uma pessoa muito educada, politizado, muito esforçado, estudioso", conta.
A Secretaria de Segurança de São Paulo diz que o caso segue sendo investigado como morte suspeita pela Polícia Civil de Mogi Guaçu, "que mantém diligências para elucidação total dos fatos".
A Faculdade de Direito da USP lamentou a morte de Lucas e se colocou à disposição de familiares "para ajudar no que for possível".
"A Faculdade de Direito da USP, com profunda tristeza, lamenta a morte de seu aluno no doutorado Lucas Silva Lopes, ocorrida no final de semana. Lucas era orientado pela professora Eunice Prudente (Departamento de Direito do Estado) e desenvolvia pesquisas sobre Direitos Humanos, Inclusão e proteção de Grupos Vulneráveis", diz a nota.